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PESQUISA ANALISA ASSOREAMENTO EM RIO AMAZÔNICO

21 out

Pesquisa analisa impactos ambientais no Rio Miriti em Manacapuru (AM)
Margem do Rio Miriti assoreada (Foto: Divulgação)
Considerado o cartão-postal da cidade de Manacapuru, município localizado a 68 quilômetros de Manaus, o Rio Miriti está correndo um sério risco de desaparecer, da mesma forma como já aconteceu com vários balneários na capital amazonense.
A quantidade de agressões na última década é tão grande que despertou o interesse de estudantes e professores da Escola Estadual Carlos Pinho, de Manacapuru. Para tentar evitar o pior eles decidiram agir e desenvolver o projeto de pesquisa: “Análise sobre os impactos ambientais causados ao Rio Miriti pela ação antrópica e gerenciamento ambiental”. Coordenada pela professora Joristelma de Souza Queiroz, a pesquisa pretende mostrar o quadro desolador causado pela ação do homem contra a natureza.
Mesmo sem ter concluído o trabalho, Queiroz aponta alguns fatos que estão contribuindo para o agravamento do problema como as denúncias nos jornais locais sobre o assoreamento do leito do rio, fato gerado pela obra de construção da ponte sobre o rio, na qual foram deixadas toneladas de barro e areia. “Este material permitiu o aceleramento do assoreamento do Rio Miriti”, destacou.
Outro fator abordado e que causou certa indignação nos professores e estudantes envolvidos na pesquisa foi a própria obra de revitalização do balneário Miriti, que foi abandonada por um bom tempo. “A obra também contribui para o acúmulo de barro e areia ao longo da praia. Paralelo a estes problemas a população de bairros como São José, Liberdade, São Francisco, Correnteza e Biribiri ocupou as margens do rio, poluindo pequenas fontes e até o Rio Amazonas”, revela.
O projeto de pesquisa com o objetivo de analisar os impactos ambientais causados ao Rio Miriti recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), realizado em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de Ensino (SEDUC e SEMED).
Etapas da pesquisa
Segundo Queiroz, o projeto de pesquisa ocorreu com a seleção de bolsistas e a realização de estudos bibliográficos sobre o tema na biblioteca municipal e no Blog da Floresta, no qual os estudantes puderam encontrar entrevistas, pesquisas, e outros estudos relacionados ao município.
Na sequência foram realizadas entrevistas com os alunos e os professores da escola, para saber a opinião deles sobre a relação antrópica e também sobre as políticas públicas do município quanto à preservação e conservação do meio ambiente, além de um registro fotográfico e em vídeo e entrevistas com os frequentadores do balneário.
“Ainda na segunda etapa, foram analisados os cuidados dos banhistas com o Rio Miriti. Nessa fase, observamos que ao sair do local eles deixavam resíduos na margem do rio. Por isso foram abordados e questionados sobre o lixo deixado na praia. Prontamente, respondiam que a culpa era da inexistência de uma infraestrutura, ou seja, jogavam o lixo em qualquer lugar, porque as lixeiras estavam muito distantes da margem do rio, impossibilitando o despejo correto”, comentou a professora.
Importância do apoio da Fapeam
A professora considera que a pesquisa é de grande importância para a população de Manacapuru. Ela lembra que o Rio Miriti, além de ser o cartão postal da cidade, é o responsável por cerca de 70% do abastecimento de água para a população daquele município. Para ela, hoje é essencial uma preocupação com os recursos naturais existentes ao longo do rio.
Sobre o apoio da Fapeam ela considera a iniciativa do PCE extremamente relevante. “Por meio deste projeto consegui levar os alunos a ter uma visão mais ampla sobre as questões ambientais do município, pois, anteriormente, logo no início da pesquisa, não se parecia haver muito interesse nesse aspecto. Hoje, os alunos da escola têm uma visão crítica da realidade do município sobre o meio ambiente”, completa.     
Sobre o Programa
O Programa Ciência na Escola (PCE) consiste em apoiar, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes de ensino fundamental e médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas. O programa é desenvolvido com o apoio das Secretarias Estadual e Municipal de Ensino (SEDUC e SEMED).

Sebastião Alves – Agência Fapeam

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Publicado por em outubro 21, 2010 em Uncategorized

 

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