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No. 129 – COLUNA DO SARDINHA

20 out

REAÇÕES
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As reações de alguns leitores da COLUNA à série em quatro partes, “TEORIA DO SUBJUGO NACIONAL” , bem demonstram quanto é sério, grave e profundo o problema do subjugo e da falta de brasilidade, que juntos criam um campo fértil para a corrupção, que encontraria no amor à terra um freio natural a sua disseminação.

A atitude dos leitores às estatais, já eram mais ou menos esperadas.

Posições extremadas, como “deveriam ser dadas de graça” e ainda o exemplo da telefonia, não resistem a argumentos sérios.

Vamos ao caso das Teles. Quando os tucanos resolveram privatizar todo o segmento de comunicações do Brasil, fizeram exatamente o mesmo que ainda fazem em São Paulo com as estradas de rodagem: investem milhões na construção e reconstrução, inclusive fazem as praças de pedágio das mesmas e as entregam a correligionários, que exploram os serviços garantindo apoio político e financeiro futuro.

As teles quando privatizadas estavam prontinhas para dar o salto que deram em qualidade de serviço e em quantidade de aparelhos. A Telesp, como exemplo, investiu no apagar das luzes como estatal, a bagatela de seis milhões de dólares que foram totalmente aproveitados pela sucessora espanhola.

Livrar-se das estatais, dando-as aos estrangeiros “que sabem administrar melhor que nós” é um equívoco com o qual a História não concorda e demonstra porquê.

Foi no Brasil das estatais que construiu-se só para exemplificar, Brasília, Itaipu, Furnas, Belo Horizonte/Vitória, Porto de Suape, Fernão Dias, Presidente Dutra, Castelo Branco, BR 101, Imigrantes, Porto Alegre/Osório e milhares de outras grandes obras, com o nosso dinheiro, que por sinal era muito bem aplicado.

O que temos de vinte anos para cá? Nenhuma obra de vulto. Somente obras de importância secundária, como a ponte que liga Roraima à Guiana, que um constrangido presidente Lula inaugurou, debaixo de vaias e agressões dos arrozeiros às quais a mídia não deu a mínima.

Some-se a tal fato, outro dado interessante. Quando FHC iniciou o processo de privatização, havia no país trinta e duas estatais, quase todas de grande porte. Hoje, são quarenta e duas, a maioria sem nenhuma expressão econômica, como a fábrica de camisinhas, preservativos, erigida por Lula com recursos do Tesouro Nacional em Xapuri AC, reduto eleitoral da ex-ministra Marina Silva e terra de Chico Mendes. Obra importantíssima, como se vê.

Eram as estatais que estavam quebrando o Brasil ou eram os péssimos dirigentes, nomeados por maus brasileiros, sem compromisso algum com a brasilidade, subproduto acabado do subjugo, que elegeram o dólar a moeda e a única linguagem que entendiam?

Aos que tiverem interesse recomendamos ler a ata da Assembléia de Acionistas que elegeu os Conselheiros da Petrobras, que está à disposição em http://www.colunadosardinha.blogspot.com . Poderão ver a forma como o Brasil funciona e concluir por onde começam e também terminam os nossos sonhos e problemas.

Pensem nisso.

Finalmente, não concordamos com o slogan do governo que diz “Brasil, país de todos” e nem com o oposicionista “Brasil, país de tolos”, aqui é a terra de ninguém, terreno fértil para a dominação econômica, onde por um punhado de moedas compra-se vontades, consciências e acima de tudo a subserviência, que faz de homens livres, escravos.






Luiz Bosco Sardinha Machado








O leitor opina

Olá Luiz!


Toda vez que recebo seus textos me encorajo para acreditar que existem pessoas de bem
Neste país.
Adoro receber seus textos e sempre procuro encaminhá-los aos meus contatos.
Que Deus o abençoe e que juntos consigamos mudar pelo menos um pouquinho este país de
Absurdos e desigualdades!


VIVA A COLUNA DO SARDINHA!>



CONTEM COMIGO!


Abraços!





Roseli Bispo

——000000——

Adorei!!!!


Tarcilia Rego

——000000——

Li o texto e concordo com tudo! parabens.. vc é um homem de atitude!
Alan G. Nicolov

——000000——

Acorda, cara! Estamos em 2009 ! O Estado tem função de normatizar e fiscalizar, não de empresário ou banqueiro, ´funções que sempre executou péssimamente.


NC;N

——000000——

Valeu Sardinha !!


Importante contribuição para a conscientização desse povo.



É importante bater sempre nessa tecla do subjugo.


Sempre.


Parabéns.


Luiz Carlos

——000000——

Concordo com voce quando diz que demos as estatais, mas não adianta dar murro em ponta de faca, porque do jeito que estava a coisa… nneste governo do “Brasil um pais de poucos”,ia ficar muito pior, ai sim que a gente ia ver o que era cabide de emprego,se sem essas estatais já esta ocorrendo um inchaço na máquina publica, imagina sem as privatizacões. O que temos que fazer é cobrar um bom serviço dessas empresas, coisa que esta ficando cada vez pior com este governo, já que está em andamento o desmonte das agências reguladores, estas sim nossas verdadeiras armas contra o mal serviço.
seis milhoes de dolares, venhamos, nem é tanto dinheiro assim quando se fala em investimentos de telecomunições.
até mais
Márcio

——000000——

Caro Sardinha e outros


A princípio sou contra qualquer estatal, inclusive do “maldito” Banco do Brasil, o “péssimo” Correios, a “safada” Caixa, e outras estatais que aí estão.


O que acontece, é que o “maldito” governo não é capaz de “fiscalizar” absolutamente nada!


Quanto as antigas estatais estar nas mãos de alguns grupos estrangeiros, a questão do livre mercado é que trouxe isto, veja o caso da Telefonica! Por que não teem coragem de aplicar as penalidades que devem ser aplicadas a Telefonica pelo caos que ela causou para as pessoas?


Pergunto a todos, para que servem Anel, Anatel, e outros?


Agora das estatais que aí estão, são lamentáveis, vejam os casos do DNIT (não serve nem para capinar o mato das rodovias, quanto mais mantê-las) junto com DNER (vergonha).


Não fosse as privatizações das rodovias, estaríamos andando onde hoje?


Lembram-se das ferrovias Paulistas, o que fize ram com elas? Estatizaram para Fepasa (cabidão de empregos) e acabaram com todas (vergonhoso), agora passaram a uso de Ferroban e depois da ALL (que nada investem).


Deviam ter deixado nas mãos dos Ingleses, porque estaria funcionando.


E com a Light paulista, o que fizeram, virou Eletropaulo (estatal) e deu no que deu (cabide de emprego).


Fora as siderúrgicas (cabidaço de empregos), junto com Vale (maior cabidaço de empregos do mundo!), vejam o trabalho que a Vale faz hoje (até recuperação de áreas devastadas estão fazendo, com reflorestamento e outros).


Abraço a todos


José Luis Braz Leme

 
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Publicado por em outubro 20, 2009 em Uncategorized

 

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