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CONTAS NACIONAIS TRIMESTRAIS

16 mar
Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Fonte IBGE

Base: Ano de 2009


Em 2009, PIB varia -0,2% e fica em R$ 3.143 bilhões
Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o PIB (Produto Interno Bruto)1 a preços de mercado do quarto trimestre do ano passado cresceu 2,0%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal2. A indústria registrou o maior aumento (4,0%), seguida pelos serviços (0,6%) e pela agropecuária (0,0%).

Na comparação com o quarto trimestre de 2008, o PIB cresceu 4,3%, sendo que o valor adicionado a preços básicos3 aumentou 3,9%, e os impostos sobre produtos, 6,2%. Dentre as atividades econômicas, destacaram-se os serviços (4,6%) e a indústria (4,0%), enquanto a agropecuária teve queda (-4,6%).
No acumulado no ano de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, o PIB variou -0,2%, resultado da taxa de -0,1% para o valor adicionado e da redução de 0,8% nos impostos. Nessa comparação, a agropecuária (-5,2%) e a indústria (-5,5%) tiveram quedas, enquanto os serviços (2,6%) cresceram. Assim, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais4, em 2009, o PIB em valores correntes alcançou R$ 3.143 bilhões. Como em 2009, a população brasileira cresceu 0,99%, o PIB per capita5 ficou em R$ 16.414, sofrendo uma queda de 1,2%, em volume, em relação a 2008.
O PIB cresceu 2,0% na comparação do quarto trimestre contra o terceiro trimestre de 2009, sendo que as variações por atividade econômica foram: indústria, 4,0%; serviços, 0,6%; e agropecuária, 0,0%.

Entre os componentes da demanda interna, a formação bruta de capital fixo (FBCF, ou investimento) teve a maior alta (6,6%), seguida pela despesa de consumo das famílias (1,9%) – indicador que cresce desde o primeiro trimestre de 2009 (0,2%) – e pela despesa de consumo da administração pública (0,6%).

Pelo lado do setor externo, tanto as exportações (3,6%) como as importações de bens e serviços (11,4%) registraram crescimento.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, FBCF tem primeiro aumento do ano
Na comparação do quarto trimestre de 2009 com o quarto trimestre de 2008 (variação do PIB = 4,3%), a taxa negativa da agropecuária (-4,6%) pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no período6, caso do trigo e da laranja, que tiveram quedas de produção no ano, de 16,0% e 0,3%, respectivamente. As estimativas para a pecuária e a produção da silvicultura e da exploração florestal apontam também um fraco desempenho no quarto trimestre de 2009.

Na atividade industrial (4,0%), o destaque foi o crescimento de 5,6% da indústria extrativa mineral, explicado principalmente pelo aumento de 5,7% na produção de petróleo e gás. Em seguida veio a indústria de transformação (4,7%). A construção civil cresceu 2,5%, beneficiada pelo aumento das operações de crédito direcionadas à habitação; enquanto eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana aumentou 1,4%.

Entre os serviços (4,6%), os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (8,5%); comércio (8,1%); e transporte, armazenagem e correio (5,4%), os dois últimos influenciados pelo desempenho da indústria. As demais variações foram as seguintes: outros serviços, 3,5%; administração, saúde e educação pública, 3,2%; serviços de informação, 2,1%; e serviços imobiliários e aluguel, 1,5%.

Dentre os componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 7,7% da despesa de consumo das famílias – o 25º seguido nessa base de comparação -, influenciado pela continuidade do aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas e pelo fato de a base de comparação ser o quarto trimestre de 2008. A despesa de consumo da administração pública cresceu 4,9%, e a formação bruta de capital fixo, após três trimestres de queda, aumentou 3,6%.

Pelo lado do setor externo, as exportações caíram 4,5%, enquanto as importações aumentaram 2,5%, ambas com desempenho superiores aos três primeiros trimestres do ano de 2009.

No ano, PIB varia -0,2% e PIB per capita -1,2%
Em 2009, o PIB brasileiro variou -0,2% em relação a 2008. Nos anos recentes, após o 3,2% de crescimento em 2005, a taxa acumulada em 12 meses acelerou até atingir o pico de 6,6% no terceiro trimestre de 2008. Em seguida, houve desaceleração, chegando a -1,0% no terceiro trimestre de 2009 e fechando o ano em -0,2%, conforme o gráfico abaixo.

A queda da agropecuária em 2009 (-5,2%) se deveu à redução na produção de culturas importantes, como o trigo (-16,0%), o milho (-13,5%), o café (-12,8%) e a soja (-4,8%).

Na indústria (-5,5%), todas as atividades apresentaram queda, sendo que a maior foi na indústria de transformação (-7,0%), seguida pela construção civil (-6,3%), e pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). A extrativa mineral registrou variação de -0,2%, com crescimento de 5,7% na produção de petróleo e gás e queda de 22,3% na extração de minérios ferrosos.

No setor de serviços (2,6%), os resultados foram positivos para intermediação financeira e seguros (6,5%), outros serviços (5,1%), serviços de informação (4,9%), administração, saúde e educação pública (3,2%) e serviços imobiliários e aluguel (1,4%). Por outro lado, os serviços ligados à indústria de transformação tiveram queda: comércio atacadista e o varejista (-1,2%) e transporte, armazenagem e correio (-2,3%).

Na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 4,1% em 2009, sexto ano consecutivo de aumento. A despesa do consumo da administração pública também aumentou (3,7%), por outro lado, a formação bruta de capital fixo caiu 9,9%.

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram redução de 10,3%, e as importações, de 11,4%. Desde 2005 o desempenho em volume das exportações não era superior ao das importações.

Com a variação de -0,2% no PIB e o crescimento de 0,99%7 da população residente, em 2009 houve queda de 1,2% no PIB per capita, que ficou em R$ 16.414.

Em 2009, PIB chega a R$ 3.143 bilhões
A taxa de investimento8 no ano de 2009 foi de 16,7% do PIB, a menor desde 2006 (16,4%), já a taxa de poupança9 alcançou 14,6% do PIB, a menor desde 2001 (13,5%).

Indústria perde participação no valor adicionado da economia
Por conta, principalmente, da queda de 5,5%, a indústria perdeu participação no valor adicionado a preços básicos, de 27,3% em 2008 para 25,4% em 2009. A agropecuária ganhou 0,2 ponto percentual (de 5,9% para 6,1%), mas o maior aumento foi o dos serviços: 1,8 ponto percentual (de 66,7% em 2008 para 68,5% em 2009).

Pela ótica da demanda, o setor externo perdeu peso, com queda de participação tanto das exportações com das importações, enquanto a demanda interna ganhou peso, com destaque para a despesa de consumo das famílias, conforme a tabela abaixo.

Notas:

1 Bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos usados no processo de produção durante o ano.

2 As séries da agropecuária, indústria, serviços, valor adicionado, PIB, despesa de consumo da administração pública, despesa de consumo das famílias, formação bruta de capital fixo, exportações e importações de bens e serviços são ajustadas sazonalmente de maneira direta, ou seja, individualmente.

3 Contribuição ao PIB pelas diversas atividades econômicas, obtida pela diferença entre o valor de produção e o consumo intermediário absorvido por essas atividades.

4 Todos os indicadores e valores apurados pelas Contas Trimestrais estão sujeitos a revisão.

5 Divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano de referência.

6 Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE).

7 Segundo estimativa da Coordenação de População e Indicadores Sociais (COPIS) do IBGE.

8 Formação bruta de capital fixo/ PIB.

9 Poupança Bruta/ PIB.
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
Ricardo Bergamini
 
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Publicado por em março 16, 2010 em Uncategorized

 

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