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SANTO DAIME UM CASO DE POLÍCIA – COLUNA DO SARDINHA

24 mar
Nos tempos de antigamente, quando a saúva arrasava nossas lavouras, dizia-se que o Brasil é tão grande, forte e poderoso, que a saúva (o governo) destrói o país de dia e seu povo o reconstrói à noite.

Bons tempos aqueles em que o nosso povo era espirituoso, tinha senso crítico e lavouras para serem arrasadas pela saúva. Hoje, não temos nem uma coisa nem outra.


A piada e o deboche morreram com o cartunista Glauco e as lavouras foram arrasadas pelo pragmatismo neo-liberal, só cana e mais cana, pastos, soja e milho, produtos de exportação, que engordam as estatísticas tão a gosto do governo e das multinacionais que monopolizam o setor. Ninguém se importa mais com nada.


O governo Lula fez da omissão sua grande sacada. Os números que alardeia, como obra de seu grande governo e  que por  isso lhe dão altos índices de popularidade, devem-se ao fato de que simplesmente ele não governa e talvez por isso, o Brasil ande. Repetindo a história da saúva, ao inverso – o governo não governa e o Brasil anda com suas próprias pernas.


No ano passado, se Lula permaneceu dez dias úteis em Brasília foi muito, preocupado que esteve, com sua campanha para uma pouco provável Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas. Dizemos pouco provável, por que seu “ingreis”, não é só deficiente, simplesmente não existe.


Só não sabemos se é ético ou moral fazer “campanha” com o nosso rico dinheirinho.


Pensando talvez na Secretaria Geral, ou talvez fugindo de servir-se de cobaia para a vacina contra a gripe suína, conforme sugerido por nós na semana passada, ou ainda para não se envolver na questão dos royalties do petróleo e aparecer mal na foto da passeata orquestrada dos milhares de cariocas, Lula desembarcou esta semana no Oriente Médio, num mal organizado périplo, que começou por Israel.


Nada contra Israel, Jordânia, Palestina, Emirados e outros quetais. A ausência de Lula não faz diferença, a dívida pública continua na estratosfera, continuamos pagando de juros o equivalente ao orçamento do ministério da Saúde, só que aqui vizinho a nós, Sebastian Piñera, vitorioso numa eleição na qual bateu o candidato Frei, preferido de Bachellet, que detém oitenta por cento de aprovação do eleitorado chileno, tomou posse com ausência notada de Lula e Chávez. Qualquer semelhança com a situação política do Brasil seria mera coincidência. Certo o Lula de evitar tais comparações.


Chávez ainda justificou-se, mas Lula não. Sem Chile e Colômbia o MERCOSUL vai para o espaço. Mas isso é detalhe.


Como o Brasil anda sozinho, na contumaz ausência de Lula, o governo federal numa infelicíssima iniciativa, liberou para uso em “ritos religiosos” o “Santo Daime”, um cipó alucinógeno, cujos efeitos estão longe de terem sido analisados, testados e provados por entidades idôneas de pesquisa, antes de ter autorizado seu uso. Afinal, aprovar o uso de substâncias alucinógenas sem ser para uso médico, não é função do Estado. Evitar o uso, sim.


O cartunista Glauco morreu em circunstâncias a serem apuradas, vítima de um desequilibrado, que por sua vez foi vítima do Estado, que irresponsávelmente autorizou o uso de uma substância alucinógena cujos efeitos ainda não são devidamente conhecidos, exigindo por isso maiores pesquisas e regulamentação.


O Estado no caso pecou por ação e omissão, autorizando o uso e deixando de atender aos princípios elementares de saúde pública.


Nesta linha de raciocínio se provado, que o suspeito de ter assassinado o cartunista Glauco, agiu sob efeito do cipó do Santo Daime, o governo federal poderá simplesmente ser responsabilizado e o suspeito alforriado, talvez apenas internado em clínica especializada.


E Lula que arrume suas malas novamente, ou fique onde está, pois isto por certo não elevará seus índices de popularidade.


Luiz Bosco Sardinha Machado


OPINIÃO DO LEITOR:

ESTE NEGOCIO DO SANTO DAIME DÁ PANO PARA MANGA, PORQUE MUITOS INTELECTUAIS



FREQUENTAM AS SEITAS EM QUE ESTE ALUCINOGENO E LIVREMENTE EMPREGADO.
EU, PARTICULARMENTE, COMPARTILHO TOTALMENTE DA TUA OPINIAO. SE ALGUEM QUER TENTAR ASCENDER ESPIRITUALMENTE, A ULTIMA COISA QUE DEVE FAZER E UTILIZAR ARTIFICIOS SEMELHANTES A ESTE, SEMPRE MUUUUUITO PERIGOSOS!!!
TENHO BONS AMIGOS QUE SAO ADEPTOS DO SANTO DAIME, E NAO COMPREENDO COMO E QUE ELES NAO SE LIVRAM DISSO!!!


UM ABRACAO SCHESS
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS

do Blogger:

O uso de substâncias que podem em ultima análise,  prejudicar o usuário é coibido, mais por razões de ordem pública do que propriamente cercear o livre arbítrio. O Estado não deve, perigosamente como ora ocorre, liberar substâncias que nossas incipientes pesquisas, jamais testaram. Por isso a liberação é uma grande incógnita, que só o governo Lula pode responder.

…………….
 
Sardinha,

A propósito de sua lavra deste momento,
minha singela contribuição …

Att
Armando Lopes

Segunda-feira , 22 de Março de 2010
http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/

Ayahuasca é droga?
Três perguntas para Draulio de Araujo e Sidarta Ribeiro, co-autores de pesquisa do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) sobre efeitos do chá do Santo Daime no cérebro e na mente. Como as respostas foram só parcialmente aproveitadas na reportagem abaixo, reproduzo-as na íntegra recebida por e-mail:
1. A ayahuasca pode e deve ser classificada como droga? Perigosa, talvez?
Draulio de Araujo – A Ayahuasca pode ser classificada como uma droga, sim, usando o entendimento de que ela contém substâncias químicas que alteram os mecanismos de neurotransmissão cerebral de forma direta. Baseado na mesma definição também podemos incluir nesse conjunto, o tabaco, o álcool, o café, e o chocolate. Como qualquer outra sub stância psicoativa, há algumas considerações importantes a serem feitas para balizar uma avaliação sobr e o risco associado ao seu uso. A primeira diz respeito ao seu poder de dependência química. No caso da Ayahuasca, que age sobre o sistema serotonérgico, não há comprovação científica sobre a eventual dependência química causada pelo seu uso. O segundo, as alterações sobre o sistema nervoso autonômico. No caso da Ayahuasca, há evidências que as mudanças de pressão arterial, frequência cardíaca, e respiratória, além da temperatura do corpo, permanecem dentro de limites considerados normais. Por outro lado, sabe-se que é importante evitar o uso da Ayahuasca nos casos em que o indivíduo esteja fazendo uso de medicamentos que alteram os níveis de serotonina, como é o caso de alguns anti-depressivos que estão baseados na inibição seletiva de recaptação de serotonina , por exemplo, o PROZAC.
Sidarta Ribeiro – Droga certamente, como o LSD, a maconha, o álcool e o café. Perigosa…. depende de muitas variáveis. Certamente é uma droga muito mais benigna para o organismo do que a heroína e a cocaína, pois não há overdose conhecida, nem adição pronunciada. Entretanto acredito que existam grupos de risco que não devam experimentar.
2. Foi sábia a decisão de permitir seu uso, legalmente?
Braulio – Creio que a decisão de permitir seu uso foi acertada, por três motivos. Primeiro, a Ayahuasca tem alguns efeitos interessantes que agora começam a ser desvendados pela ciência. De certa forma, essas pesquisas avançam a passos largos tendo em vista a legislação em vigor, e seus resultados tem demonstrado vários efeitos positivos. Por exemplo, estudos realizados na USP de Ribeirão Preto, coordenados pelo Prof. Jaime Cecílio Hallak, tem encontrado resultados bastante animadores quando a Ayahuasca é utilizada em pacientes com depressão que não respondem bem ao tratamento convencional. Ainda, outros estudos tem apontado em uma direção curiosa: a Ayahuasca parece ter um papel importante para livrar do vício dependentes químicos em outras drogas, como o crack e o álcool. Estas, sim, com um prejuízo in dividual e social tremendo. Segundo, os riscos associados à Ayahuasca, que vem sendo testada há séculos, são baixos (há indícios que seu uso ocorra desde 2000 a .C). Por fim, ela já tem um papel importante na expressão cultural do povo Brasileiro.
Sidarta – Acho que sim. A Ayahuasca é essencial para algumas religiões, e seu uso no contexto religioso me parece muito benigno, como o peyote entre os Navajo. Tornar ilegal uma planta sagrada me parece absurdo.
3. Acredita que o assassinato do cartunista Glauco poderá de alguma forma alterar a percepção pública sobre a relativa inofensividade da ayahuasca?
Draulio – Alterar, sim. Para qual lado, não sei. Depende da maneira como esse caso evolua. Meu temor é que a falta de informação e o juízo preconcebido acabem por pautar as discussões.
Sidarta – Espero sinceramente que não, pois o caminho para o “problema das drogas” não é proibir, e sim regular. O assassinato do Glauco não pode ser debitado na conta da Ayahuasca, pois o assassino usava “n” coisas diferentes, e parece ter psicotizado ao longo do tempo. Acredito porém que os grupos de risco para Ayahuasca não estão bem definidos. Psicóticos bordeline, gestantes e crianças deveriam ser impedidos de tomar o chá, na minha opinião.
Escrito por Marcelo Leite às 19h58

Prezado Armando, as afirmativas dos entrevistados Draulio e Sidarta, mais confundem do que esclarecem. Em primeiro lugar, não  existe em Saúde Pública liberação do uso de drogas em rituais religiosos, fato só encontrado nas tribos primitivas em que o pajé usava e abusava de tais expedientes.
 Em segundo lugar, os entrevistados, que concordam com a liberação, utizam-se de tantas condicionantes, que o uso do cipó do Santo Daime exigiria prescrição médica e acompanhamento profissional para evitar efeitos colaterais.
 Por ultimo, a seita do Santo Daime, está abrindo um precedente perigoso, permitindo que a mescalina e outros alucinógenos possam ser livremente incorporados ao cardápio religioso do brasileiro, atraindo para os hospitais psiquiátricos, milhões que acreditaram nos milagres do santo cipó.
do Blogger


 
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Publicado por em março 24, 2010 em Uncategorized

 

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