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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E REDUÇÃO DE CONSUMO

04 maio
por Ricardo Rose*

Assunto desta coluna há poucas semanas, a falta de energia nas cidades – os “lock-outs” – ainda continuam ocupando a imprensa, já que os problemas não desapareceram e parece que não vão terminar tão cedo. No ranking das empresas com maior número de reclamações (não só relacionadas à falta de luz) publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo e baseadas em pesquisa do PROCON, a Eletropaulo Metropolitana ocupava o 9º lugar em 2008. Em 2009 piorou ainda mais, obtendo o 3º lugar em número de reclamações do público – só ultrapassada pelo Banco Itaú e pela campeã Telefônica. Fica novamente a interrogação sobre as ações das agências reguladoras, que tem a função de defender os interesses do cidadão e informa-lo das providências que estão tomando.


Por outro lado, é preciso considerar que o crescimento no consumo de energia elétrica vem aumentando muito nos últimos anos, especialmente desde a retomada da economia, em final de 2009. Somente no início deste ano, já tivemos três picos históricos de consumo de eletricidade, entre os meses de janeiro e fevereiro. O uso de equipamentos de ar condicionado e de eletrodomésticos tem sido apontado como o principal causador do aumento do consumo de eletricidade. Sob um aspecto trata-se de uma noticia positiva para a indústria, cujas vendas – em todas as áreas – aumentam gradativamente. Por outro lado, fica aberta a pergunta se todos aqueles envolvidos com a geração, transmissão, distribuição e, principalmente, com o planejamento do setor elétrico, estão se preparando para atender o aumento da demanda.

Aspecto ainda pouco considerado no setor elétrico brasileiro é a questão da eficiência energética.

Concretamente, é possível reduzir o uso de eletricidade nas residências através de soluções arquitetônicas (ventilação por janelas e clarabóias, pintura da casa e do telhado com cores claras); instalação de equipamentos (aquecimento solar da água, sensores de presença para luz) e diversas outras tecnologias já disponíveis no mercado. No setor de equipamentos eletrodomésticos, vale à pena a compra de produtos que consomem menos energia, mesmo que sejam pouco mais caros. Neste campo devemos premiar as empresas que investem em inovação e punir as que continuam fabricando os mesmo produtos há anos; ultrapassados e energeticamente ineficientes. O mesmo vale para o comércio e para a indústria, onde a substituição ou atualização de máquinas, a mudança na disposição de equipamentos e paredes, a abertura de clarabóias, entre outras providências, podem representar uma grande economia na conta de eletricidade no final do mês.
Como já acontece em outros países tecnologicamente mais desenvolvidos, é hora de compreendermos que a solução da demanda crescente da eletricidade não se resume à geração de um volume cada vez maior de quilowatts. Precisamos introduzir medidas que aperfeiçoem o aproveitamento da energia, a exemplo do que países como a Alemanha e a Inglaterra vêm fazendo com seu setor industrial e residencial; aumentando a produção de bens e garantindo o conforto térmico nas residências, com redução do uso de energia.

*Ricardo Rose, Diretor de Meio Ambiente da Câmara Brasil-Alemanha
 
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Publicado por em maio 4, 2010 em Uncategorized

 

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