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CADASTRO GERAL DE EMPRESAS

28 maio
Estatísticas do Cadastro Central de Empresas – Fonte IBGE
Base: Ano de 2008
Empresas foram responsáveis por 70,3% dos empregos formais e pagaram 62,1% dos salários em 2008 Em 2008, as empresas representavam 88,5% do total das organizações ativas no Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), absorviam 73,7% do pessoal ocupado total, 70,3% do pessoal assalariado e 62,1% dos salários pagos no ano. 51,2% das empresas eram comerciais e ocupavam 30,0% do pessoal ocupado total nas empresas. As Indústrias de transformação destacaram-se empregando 27,6% das pessoas e pagando 33,6% dos salários no ano. O salário médio mensal pago pelas empresas foi de 3,1 salários  mínimos médios. Do total de 4,1 milhões de empresas ativas, 3,6 milhões ou 88,7% eram microempresas, mas foram as grandes empresas que empregaram 52,5% das pessoas e pagaram 68,3% dos salários.

Em 2008, as entidades empresariais representaram 88,5% das organizações ativas no CEMPRE, 73,6% do pessoal ocupado total, 70,2% do pessoal ocupado assalariado e 61,6% dos salários e outras remunerações pagos. A administração pública representou apenas 0,4% das organizações, mas absorveu 19,5% do pessoal ocupado total, 22,7% do pessoal ocupado assalariado e 31,8% dos salários e outras remunerações. Já as entidades sem fins lucrativos somavam 10,5% das organizações ativas, absorveram 6,7% do pessoal ocupado total, 7,1% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 6,6% dos salários e outras remunerações. A análise dos resultados do CEMPRE 2008 baseou-se nas informações das empresas.
Comércio e Indústrias de Transformação foram os destaques Considerando somente empresas, Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas foi a seção da CNAE 2.0 com maior participação no pessoal ocupado total, 30,0%, e no número de empresas ativas com 51,2%, seguida das Indústrias de transformação com 24,5% do pessoal ocupado total e 10,0% das empresas.
Indústrias de transformação destacaram-se ainda no emprego e nos salários com 27,6% do pessoal ocupado assalariado e 33,6% dos salários e outras remunerações pagos no ano. Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas foi a segunda colocada nessas variáveis com 26,1% e 17,7%, respectivamente.
A terceira maior participação no pessoal ocupado assalariado foi em Atividades administrativas e serviços complementares com 10,3%. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, apesar da pequena participação no pessoal ocupado assalariado, 2,7%, estava entre as três principais seções em participação nos salários e outras remunerações com 7,6%, ficando atrás somente das Indústrias de transformação e do Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, resultando em um salário médio mensal de 8,6 salários mínimos, que era 2,8 vezes o salário mensal pago, em média, pelas empresas brasileiras no ano, que foi de 3,1 salários mínimos médios mensais.
Comércio Varejista liderava na ocupação, absorvendo 18,4% das pessoas Somente 20 das 87 divisões da CNAE 2.0 foram responsáveis por 70,7% do pessoal ocupado assalariado e por 59,8% do total de salários e outras remunerações pagos pelas empresas em 2008. As cinco divisões que mais se destacaram, absorvendo cada uma mais de 1 milhão de pessoas ocupadas assalariadas, foram: Comércio varejista  (18,4%), Fabricação de produtos alimentícios (5,3%), Transporte terrestre (4,7%), Comércio por atacado (4,7%) e Alimentação (4,0%). Essas cinco divisões juntas absorveram 37,1% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 26,2% dos salários e outras remunerações.
Atividades de serviços financeiros pagaram os salários mais altos Dentre as 20 principais divisões  empregadoras, a que apresentou o maior salário médio mensal foi Atividades de serviços financeiros, com 9,6 salários mínimos médios mensais, mas absorveu somente 2,0% do pessoal ocupado assalariado. Em seguida, Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias pagou 6,4 salários mínimos, e Fabricação de máquinas e equipamentos 4,9 salários mínimos.
Os menores salários médios mensais foram verificados em Alimentação e Serviços para edifícios e atividades paisagísticas (1,5 salário mínimo). Comércio Varejista, que absorveu 18,4% do pessoal ocupado total, pagou 1,8 salário mínimo médio mensal.
Grandes empresas foram predominantes no emprego e nos salários Das 4,1 milhões de empresas ativas, 3,6 milhões (88,7%) tinham 0 a 9 pessoas ocupadas, denominadas microempresas, mas eram as empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas, ou grandes empresas, (28.830, ou 0,7% do total), as mais importantes em pessoal ocupado total (14,3 milhões, ou 43,4%), pessoal ocupado assalariado (14,2 milhões, ou 52,6%) e salários e outras remunerações (R$ 297,0 bilhões, ou 68,1%).
Grandes empresas pagaram mais que o dobro dos salários pagos pelas microempresas O valor de salários e outras remunerações pagos apresentou uma relação direta com o porte das empresas, pois enquanto nas empresas com 0 a 9 pessoas ocupadas o salário médio mensal foi de 1,8 salário mínimo médio, as empresas com 100 pessoas ocupadas ou mais pagaram mais que o dobro, 4,0 salários mínimos médios. As empresas com 10 a 49 pessoas e as de 50 a 99 pagaram 2,1 e 2,6 salários mínimos médios, respectivamente. Somente as empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas pagaram salários acima da média das empresas (3,1 salários mínimos).
Empresas grandes e as mais antigas foram as principais empregadoras Apesar do predomínio na estrutura empresarial brasileira ser de empresas com 0 a 9 pessoas ocupadas (representando 88,7% do total de empresas ativas) e de 37,7% serem novas, por terem até 4 anos, foram as empresas mais antigas, com 18 anos ou mais, e de maior porte, com 100 pessoas ocupadas ou mais, as principais responsáveis pela absorção das pessoas assalariadas (41,9% e 52,6%, respectivamente) e pelo pagamento da maior parcela dos salários e outras remunerações (55,3% e 68,3%, respectivamente) em 2008.
Sudeste concentrou 55,3% das pessoas assalariadas e 63,4% dos salários e outras remunerações  A Região Sudeste concentrou 51,7% das unidades locais, 55,0% do pessoal ocupado total, 55,3% do pessoal ocupado assalariado e 63,4% do total de salários. Em seguida apareceram Sul (22,4%, 19,3%, 18,7% e 16,4%, respectivamente), Nordeste (15,0%, 14,7%, 14,9%, 10,5%,respectivamente), Centro-Oeste (7,5%, 7,1%, 7,0% e 6,3%, respectivamente) e Norte (3,4%, 4,0%, 4,1% e 3,4%, respectivamente).
Vale destacar que a soma das participações dessas quatro regiões em todas as variáveis foi inferior à participação da Região Sudeste. São Paulo concentrou 33,0% das pessoas assalariadas, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro São Paulo concentrou 33,0% do pessoal ocupado assalariado e 41,9% dos salários e outras remunerações pagos no ano, seguido de Minas Gerais 10,4% do pessoal ocupado assalariado e 8,6% dos salários e outras remunerações e Rio de Janeiro com 9,7% do pessoal ocupado assalariado e 11,2% dos salários e outras remunerações. Por outro lado, as menores participações foram observadas em Roraima, Amapá e Acre, localizadas na Região Norte.
Indústrias de Transformação destacaram-se nos salários em 4 das 5 cinco Regiões Geográficas Em termos regionais, Indústrias de Transformação apresentaram a maior participação no pessoal ocupado assalariado nas duas regiões mais desenvolvidas, Sudeste (25,8%) e Sul (36,8%), enquanto Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas destacou-se em três regiões, Norte (31,2%), Nordeste (27,6%) e Centro-oeste (30,0%). Na segunda colocação, houve alternância entre essas duas seções.
Atividades administrativas e serviços complementares apareceram na terceira colocação nas Regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e Construção na Região Norte.
As Indústrias de transformação foram responsáveis pela maior parcela dos salários e outras remunerações pagos em quatro das cinco regiões, com exceção apenas da região Centro-Oeste. No caso das regiões Sul e Sudeste, os salários e outras remunerações pagos pelas unidades empresariais das Indústrias de Transformação, 39,8% e 32,6%, foi quase o dobro do total pago por Comércio; reparação de veículos automotorese motocicletas, 20,3% e 16,9%, respectivamente.
Fabricação de produtos alimentícios aparece como principal divisão industrial em quatro das cinco regiões.
A Indústria continha 9,4 milhões de pessoas ocupadas assalariadas,  os Serviços 8,2 milhões e Comércio 7,0 milhões. Na Indústria, o Sudeste concentrou 53,3% do pessoal ocupado assalariado nesta atividade, seguido do Sul (22,7%), Nordeste (14,1%), Centro-Oeste (5,9%) e Norte (4,0%).
Fabricação de produtos alimentícios aparece como principal divisão em quatro das cinco regiões, oscilando de 10,6% no Sudeste a 28,2% no Centro-Oeste, com exceção apenas do Norte, onde Obras de infra-estrutura destacava-se com 13,4% do pessoal ocupado assalariado na indústria da região. Construção de edifícios era a segunda divisão no Norte (12,9%), Nordeste (13,5%) e Centro-Oeste (13,6%). No Sudeste, era Obras de infra-estrutura (8,2%) e no Sul, Confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,9%). Outras atividades industriais que se destacaram no pessoal ocupado assalariado foram Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados no Nordeste (8,3%) e no Sul (7,4%), além de Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos no Sudeste (6,3%) e no Sul (5,5%).
Sudeste concentrava 60,8% das pessoas assalariadas nos Serviços Nos Serviços, o Sudeste concentrava 60,8% do pessoal ocupado assalariado. No Sul, estavam 14,9% do pessoal ocupado assalariado, no Nordeste 13,8%, Centro-Oeste 7,0% e Norte 3,5%. Somente seis divisões de Serviços constam entre as cinco principais por região, pois são atividades de serviços básicos e que absorvem um grande quantitativo
de pessoas.
Transporte, armazenagem e correio destacou-se em todas as regiões, oscilando de 14,5% no Nordeste a 19,5% no Sul do pessoal ocupado assalariado em atividades de Serviços. Em três das cinco regiões, Alimentação aparecia na segunda colocação, Nordeste (12,7%), Sudeste (13,0%) e Sul (14,0%), e em duas na terceira colocação (Norte com 11,6% e Centro-Oeste com 12,9%).
Atividades de vigilância, segurança e investigação era a segunda principal no Norte (12,1%), enquanto Serviços para edifícios e atividades paisagísticas ocupava esta colocação no Sul (13,9%). Outras divisões que se destacaram foram Seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra, no Norte e no Nordeste, e Serviços para escritório, de apoio administrativo e outros serviços prestados às empresas, no Sudeste e no Sul.
Comércio varejista não-especializado absorvia, em média, 18,8% das pessoas assalariadas nesta atividade 52,5% do pessoal ocupado assalariado do Comércio estava localizado no Sudeste, 18,9% no Sul, 15,7% no Nordeste, 8,0% no Centro-Oeste e 4,9% no Norte. Comércio varejista não-especializado1 destacou-se em todas as regiões, responsável pela absorção, em média, de 18,8% do pessoal ocupado assalariado nesta atividade em cada região. Comércio varejista de produtos novos não especificados anteriormente e de produtos usados2 vem em seguida com 16,3%, em média, do pessoal ocupado assalariado e < uso de artigos e equipamentos comunicação; informática varejista>com 11,0%, em média.
Comércio varejista de material de construção surge na quarta colocação com 8,3%, em média, enquanto na quinta estava Comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos em três regiões, Norte (6,3%), Nordeste (7,4%) e Sul (5,7%), Comércio varejista de produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,1%) no Sudeste e Comércio de peças e acessórios para veículos automotores no Centro-Oeste (6,8%).
Nordeste apresentou menor média salarial (2,2 salários mínimos) Em termos regionais, na Região Sudeste o salário médio mensal foi de 3,5 salários mínimos, tendo sido a única a apresentar salários acima da média nacional. Por sua vez, a Região Nordeste apresentou os salários mais baixos, 2,2 salários mínimos, que correspondia a 71,6% do salário médio mensal nacional. Nas Regiões Sul e Centro-Oeste foram pagos 2,7 salários mínimos médios e na Norte, 2,5, o que correspondia a 87,1% (Sul e Centro-Oeste) e 80,6% (Norte) do salário médio mensal nacional, respectivamente. A diferença salarial entre as Regiões Sudeste e Nordeste foi de 59,1%.
São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro pagaram os salários mais elevados Os maiores salários médios mensais foram pagos em São Paulo (3,9 salários mínimos médios), Distrito Federal (3,7 salários) e Rio de Janeiro (3,5 salários), tendo sido as únicas a pagarem salários acima da média nacional.
Amazonas estava próximo da média nacional, pagando 3,0 salários mínimos médios, enquanto um pouco abaixo estavam as Unidades da Região Sul, Rio Grande do Sul (2,9 salários), Paraná (2,7 salários) e Santa Catarina (2,5 salários), demais Unidades da Região Sudeste, Espírito Santo e Minas Gerais (2,6 salários), além de Sergipe e Bahia (2,5 salários) na Região Nordeste.
Os menores salários foram pagos principalmente nas unidades empresariais localizadas na Região Nordeste, destacando-se Alagoas com 1,8 salário mínimo, Ceará e Paraíba com 1,9 salário mínimo. Nas demais Unidades da Federação, os salários oscilaram de 2,0 a 2,4 salários mínimos médios.
Comércio, Construção e Indústrias de Transformação empregaram mais 986,9 mil pessoas entre 2007 e 2008
O número de empresas cresceu 4,1%, o pessoal ocupado total 5,7% e o pessoal ocupado assalariado 6,4% entre 2007 e 2008. Em termos absolutos, representou um aumento de 161.394 mil empresas (de 3,9 para 4,1 milhões), 184.497 unidades locais das empresas (de 4,2 para 4,4 milhões), de 1,8 milhão de pessoal ocupado total (de 31,0 para 32,8 milhões) e de 1,6 milhão de pessoal ocupado assalariado (de 25,4 para
27,0 milhões).
Os destaques no pessoal ocupado assalariado entre 2007 e 2008 foram Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas com um acréscimo de 456.470 pessoas, seguida de Construção com mais 324.181pessoas e Indústrias de transformação com 206.226 pessoas.

 
Essas três seções juntas foram responsáveis por absorver mais 986.877 pessoas entre 2007 e 2008, o que representou 61,3% do acréscimo de pessoal ocupado assalariado no período.
Notas:
1 Este grupo engloba hipermercados, supermercados, minimercados, mercearias, armazéns e outros estabelecimentos de venda de mercadorias em geral, sem predominância de produtos alimentícios.
2 Este grupo considera artigos do vestuário e acessórios; calçados e artigos de viagem; jóias e relógios; gás liquefeito de petróleo, artigos usados e outros não especificados anteriormente (em outros grupos).
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
Ricardo Bergamini
 
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Publicado por em maio 28, 2010 em Uncategorized

 

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