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CONTAS TRIMESTRAIS NACIONAIS – FONTE IBGE

11 jun
Contas Nacionais Trimestrais – Indicadores de Volume e Valores Correntes – Fonte IBGE
*Ricardo Bergamini
Base: Primeiro Trimestre de 2010

PIB cresce 2,7% no primeiro trimestre de 2010 e chega a R$ 826,4 bilhões
Crescimento de 2,7% foi em relação ao quarto trimestre de 2009. Nessa comparação, a maior alta foi na Indústria (4,2%), com Agropecuária (2,7%) e Serviços (1,9%) a seguir. A Taxa de investimento neste período subiu para 18,0% e a Taxa de Poupança Bruta atingiu 15,8%.

Em relação ao primeiro trimestre de 2009, o PIB cresceu 9,0%, e a maior alta foi na Indústria (14,6%), com Serviços (5,9%) e Agropecuária (5,1%) a seguir. Ainda nessa comparação, a Formação Bruta de Capital Fixo (26,0%), a Construção Civil (14,9%) e as Importações de Bens e Serviços (39,5%) tiveram as maiores altas desde o início da série em1995.
No acumulado dos quatro últimos trimestres o PIB cresceu 2,4%, com alta nos Serviços (3,6%), estabilidade da Indústria (0,0%) e queda na Agropecuária (-3,3%).
PIB cresceu 2,7% em relação ao quarto tri de 2009 e indústria teve o maior crescimento (4,2%)
O PIB a preços de mercado cresceu 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009, na série com ajuste sazonal. A maior alta foi na Indústria (4,2%), com Agropecuária (2,7%) e Serviços (1,9%) a seguir. Em relação aos componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 7,4% da Formação Bruta de Capital Fixo no primeiro trimestre deste ano. A Despesa de Consumo das Famílias aumentou 1,5% e a Despesa de Consumo da Administração Pública 0,9%. No setor externo, tanto as Exportações de Bens e Serviços como as Importações de Bens e Serviços subiram: 1,7% e 13,1%, respectivamente.
PIB cresceu 9,0% em relação ao mesmo trimestre de 2009 e indústria teve o melhor desempenho (14,6%)
O PIB a preços de mercado cresceu 9,0% em relação a igual período de 2009. O Valor Adicionado a preços básicos cresceu 8,0%. Os Impostos sobre Produtos subiram 14,9% devido, principalmente, à alta da Indústria, em especial a de Transformação, e ao aumento do volume das Importações de Bens e Serviços.
A Indústria registrou o melhor desempenho (14,6%), com Serviços (5,9%) a seguir, sempre em relação ao primeiro trimestre de 2009. O volume do valor adicionado da Agropecuária cresceu 5,1%, após quatro trimestres consecutivos de queda nessa base de comparação.
Na Agropecuária, pesaram as estimativas de crescimento na produção da soja, do algodão e do milho (19,2%, 6,5% e 4,0%, respectivamente) para 2010 e que possuem safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado em maio. A produção da silvicultura e exploração florestal também teve bom desempenho no trimestre. Por outro lado, o arroz e o fumo, com safras significativas no período, têm estimativas de queda para 2010, de 9,7% e 8,9%, respectivamente.

Na atividade industrial, o destaque foi o crescimento de 17,2% do valor adicionado da Indústria da Transformação, influenciada pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; eletrodomésticos; indústria automotiva, incluindo peças e acessórios; metalurgia / siderurgia; indústria têxtil; produtos químicos e artigos de borracha e plástico. A Construção Civil cresceu 14,9% , beneficiada pelo aumento das operações de crédito para a habitação e pelo aumento de ocupações no setor. A Extrativa Mineral cresceu 13,6%, principalmente pelo aumento de 52% na produção de minério de ferro. O valor adicionado de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana aumentou 8,1%, principalmente pelo consumo industrial de energia elétrica.
O valor adicionado do setor de Serviços cresceu 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os crescimentos foram: Comércio – atacadista e varejista (15,2%), Transporte, Armazenagem e Correio (12,4%), Intermediação Financeira e Seguros (9,0%), Serviços de Informação (2,6%), Outros Serviços (2,4%), Administração, Saúde e Educação Pública (2,3%) e Serviços Imobiliários e Aluguel (1,8%).
Formação Bruta de Capital Fixo, Construção Civil e Importações têm as maiores altas de toda a série
Dentre os componentes da demanda interna, ainda em relação ao primeiro trimestre de 2009, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 9,3%, sendo o vigésimo sexto crescimento consecutivo nessa comparação, voltando ao mesmo patamar de crescimento do terceiro trimestre de 2008. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública cresceu 2,0% em relação ao mesmo período de 2009. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve o maior crescimento (26,0%) da série, iniciada em 19951, principalmente com o crescimento da produção interna de máquinas e equipamentos. Nesse trimestre também houve a maior elevação da Construção Civil (14,9%) desde o início da série (1995), o que também contribuiu para o desempenho da FBCF.
Pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 14,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As Importações de Bens e Serviços cresceram 39,5%, o maior crescimento de toda a série nessa base de comparação. Os produtos da pauta de importação que mais contribuíram para esse resultado foram: material eletrônico, madeira e mobiliário, material elétrico, siderurgia, outros produtos do refino, veículos automotores e químicos diversos.

No acumulado dos quatro trimestres, PIB cresceu 2,4%
O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro últimos trimestres cresceu 2,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 2,3% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 3,6% nos Impostos sobre Produtos.
O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu do desempenho positivo dos Serviços (3,6%), da estabilidade da Indústria (0,0%) e do declínio da Agropecuária (-3,3%).
Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,0%, favorecida pelo aumento da massa salarial real dos trabalhadores e pelo acréscimo nominal do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. A Despesa de Consumo da Administração Pública cresceu 3,1%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo declinou 1,5%, uma queda inferior as dos três últimos trimestres. No âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços decresceram em 4,2% e as Importações de Bens e Serviços variaram –0,4%, taxas essas ainda afetadas pelas quedas no segundo e terceiro trimestres de 2009.
PIB chega a R$ 826,4 bilhões no primeiro trimestre de 2010

Taxa de investimento sobe para 18,0% e Poupança Bruta atinge 15,8%
A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2010 foi de 18,0% do PIB, superior à taxa do mesmo período do ano anterior (16,3%). Esse aumento deveu-se, principalmente, ao crescimento da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo no trimestre (26,0%), a maior da série iniciada em 1995. A taxa de poupança alcançou 15,8% do PIB.
No trimestre, a Necessidade de Financiamento alcançou R$ 25,0 bilhões contra R$ 14,2 bilhões em 2009, principalmente pela redução de R$ 9,9 bilhões do saldo externo de bens e serviços, seguida do decréscimo de R$ 0,6 bilhão de outras transferências correntes líquidas recebidas do exterior. A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 813,2 bilhões no primeiro trimestre de 2010 contra R$ 704,2 bilhões no respectivo período de 2009. A Poupança Bruta atingiu R$ 130,7 bilhões contra R$ 102,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Nota:
1 As séries encadeadas dos índices de volume têm início no primeiro
Trimestre de 1995.
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
 
*Ricardo Bergamini é professor e Economista

 
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Publicado por em junho 11, 2010 em Uncategorized

 

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