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SOBRE O TORDON – A COLUNA EM 09/09 JÁ DIZIA

15 jun

COBERTURA

Foram necessários quase cinqüenta anos para que as autoridades brasileiras atentassem para os perigos que o herbicida de nome comercial Tordon, fabricado pela Dow Chemical, representava.
Coincidentemente, quando o acidente na cidade indiana de Bophal, que resultou em centenas de mortos, vitimas de vazamento de pesticidas na indústria da Union Carbide, que viria a ser incorporada pela Dow Chemical, completa 25 anos, o governo brasileiro, através da ANVISA anuncia a interdição do produto.
Antes tarde do que nunca, pois o Tordon fez suas vitimas também no Brasil.
Por ser um assunto de extrema relevância e gravidade, nossos quatro blogs abrem espaço para ele.
Você lerá hoje: A Teoria do Subjugo Nacional; Cientista elogia trabalho da ANVISA; Comissão da Câmara aprova projeto pela proibição do uso e comercialização dos princípios ativos do Tordon.
A relevância do assunto merece nosso esforço de Redação. Em nossos quatro endereços: WWW.colunadosardinha.blogspot.com , WWW.colunadosardinhaecologia.blogspot.com , WWW.colunadosardinha.wordpress.com e WWW.abrasadosardinha.wordpress.com procuramos levar o melhor para que vc possa informar-se e formar sua opinião sobre tão importante matéria.


A Redação

No – 126 – COLUNA DO SARDINHA
21.09.2.009


A TEORIA DO SUBJUGO NACIONAL (2ª. Parte)


A verdadeira liquidação a preço de dado das estatais (por imposição do FMI, diga-se) comprovou mais uma vez a teoria do subjugo, pela qual o brasileiro é cidadão de segunda classe, que precisa do estrangeiro para gerir seus próprios destinos.
Note: uma das imposições para a compra de uma estatal, era o pagamento em moeda americana, o que inviabilizava por si só a aquisição por empresários brasileiros.
A reação dos leitores à primeira parte desta série está demonstrando que, o que era teoria é em verdade a doutrina do subjugo nacional, pois os argumentos exaurem-se, ecoando o que os meios de comunicação repetiram à exaustão para aparar arestas e sufocar dissidências e permitir a verdadeira doação das estatais, sepultando o ideal de Vargas, que utilizou-se do dinheiro da reparação de guerra para dar um impulso à verdadeira indústria nacional.
Mas, antes que nos tachem de xenófobos e chauvinistas vamos relatar mais duas passagens, uma delas antiga e a outra recentíssima, que demonstram a quantas anda o conceito de Brasil.
Nas décadas de 70/80 do século passado, os Estados Unidos saíam chamuscados do Vietnã numa epopéia inglória, depois de utilizar à vontade um desfolhante chamado Tordon , que tinha a propriedade de “secar pimenteira”, abrindo para o napalm o campo para calcinar as florestas que serviam de abrigo para os vietcongs.
Parece que a fabricante, a Dow Chemical foi pega de surpresa com o fim da guerra, pois tinha enorme estoque do “agente laranja” como era chamado, que tinha como principal característica a letalidade e a contaminação do solo que ficava imprestável para qualquer tipo de cultivo.
A solução facilmente encontrada pela gigante dos pesticidas foi a colocação do remanescente em países do terceiro mundo que não tinham controle e fiscalização, principalmente sobre as multinacionais, como o Brasil.
Depois de vários acidentes, inclusive com mortes, os agricultores brasileiros começaram a pressionar o governo para proibir a comercialização do Tordon no país. Não conseguiram e até hoje encontra-se o produto no mercado, que segundo informações do fabricante, não é o mesmo do pós-guerra do Vietnã e não é tão letal como o “agente laranja”, largamente utilizado para arrasar os vietcongs. A conferir.
À época, dizia-se que o ministro-chefe da Casa Civil, ferrenho defensor do produto, era testa-de-ferro da multinacional. Vitória da Dow Chemical e do subjugo nacional.
Muito recentemente, aliás no dia sete de setembro, na chamada parada cívica do dia da Independência, reminiscência do desfile militar das legiões romanas, na presença do presidente francês Nicolau Sarkozy, o presidente Lula anunciava a bilionária transação envolvendo módicos 26 bilhões de dólares na compra de trinta e seis caças Rafale de fabricação francesa.
Deve haver alguma razão particular para que, quando ouvimos falar de transação envolvendo armamentos, nossas orelhas ficam em pé e os cabelos ouriçam. O fato talvez, possa ser explicado com a analogia que se faz entre o tráfico de drogas e o de armas e outras coisitas que cheiram muito mal.
Na década de 50 do século passado, quando Edith Piaf cantava e encantava o mundo com seu “Hymne a l’amour” e “La vie em rose”, uma história escabrosa povoava o mercado armamentista, envolvendo os nossos amigos gauleses.
Isto você saberá na 3ª. Parte. É só aguardar.
Fim da segunda parte. Continua.


Luiz Bosco Sardinha Machado
 
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Publicado por em junho 15, 2010 em Uncategorized

 

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