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MUDANÇA DE SOFTWARE PÕE EM RISCO AS ELEIÇÕES

27 jun

Amilcar Brunazzo

O projeto de lei PL 7522/2010 da Câmara dos Deputados é um exemplo do que os parlamentares podem fazer quando querem.
Ele trata da  inversão da ordem de apresentação dos candidatos nas urnas eletrônicas, mostrando os deputados federais antes dos estaduais.

Legislando em causa própria, os deputados federais aprovaram o PL com uma tramitação recorde de uns poucos minutos!

O projeto foi apresentado, deu entrada, foi lido, remetido a CCJ, pedido urgência, feito relatório, votado, aprovado e enviado ao Senado tudo dentro da mesma seção plenária!!!

Quando eles querem, a aprovação de leis é imediata!

Já o TSE reagiu mal. Vejam notícia abaixo.

A desculpa do presidente do TSE, Lewandowsky, revela em certa má vontade.

As modificações a serem feitas são poucas e pequenas. Os testes finais ainda não foram feitos. Com boa vontade daria tempo de implantar.

Lembrar que ainda falta a aprovação no Senado e a sanção do Lula para o PL virar lei.

Amilcar

Mudança de software coloca em risco segurança da urna eletrônica, adverte TSE



O presidente do Tribunal, ministro Ricardo Lewandowski, enviou um ofício ao Senado Federal informando que qualquer alteração no sistema de votação implicaria mudanças em três software do sistema eletrônico: o de votação, o de totalização e o de divulgação. TSE alerta que falta tempo hábil para alterações no processo.

Na última quarta-feira, 23/06, o projeto de Lei 7522/2010, apresentado pelo deputado Milton Monti (PR-SP), foi aprovado no plenário da Câmara. Ele inverte a ordem de exibição dos dois primeiros painéis de votação dos candidatos das eleições proporcionais, ao determinar que se comece a votação pelo cargo de deputado federal ao invés de deputado estadual ou distrital.

Hoje, depois de mudança aprovada em 2008, o processo começa do menor cargo (deputado distrital) para o de maior cargo( presidência da república). Preocupado com a alteração proposta na Câmara, o presidente do TSE alerta para os impactos da medida:

“Isso implicaria a renovação de todas as fases de testes e simulados indispensáveis à segurança do Sistema Eletrônico de Votação, o que causaria impacto e atraso significativos no cronograma de programação das 400 mil urnas”, afirma a TSE no documento.

De acordo ainda com o TSE, tal alteração, se implementada, afetaria a normalidade do sistema eletrônico de votação, uma vez que o Tribunal não dispõe de tempo hábil para a modificação de três softwares de votação, com a necessária realização dos imprescindíveis testes de segurança.

Além disso, o TSE informa que já determinou a impressão de 54,2 milhões de folhetos de orientação ao eleitor e de um milhão de cartazes explicativos, ambos sobre os procedimentos e a ordem de votação de candidatos na urna eletrônica, ao custo de R$ 500 mil.

O Tribunal salienta, no estudo, que a reimpressão do material gráfico, além de causar prejuízo ao Erário, poderia inviabilizar a distribuição do material aos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do País
 
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Publicado por em junho 27, 2010 em Uncategorized

 

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