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FÓRMULA 1

27 jul

Fórmula 1: mentiras e

omissões de nossa mídia
no caso Massa/Alonso
A Livio Oricchio e Reginaldo Leme, do Estadão, e a Fábio Seixas, do UOL e da Folha, que estão entre os muitos que omitem e mentem.
Maior vexame nesse episódio escandaloso entre Felipe Massa e Fernando Alonso está dando a mídia especializada, principalmente a brasileira. Agora, querem nos fazer engolir que a Ferrari “denegriu mais uma vez a Fórmula 1” e que merecia ser banida da categoria, quando toda a Fórmula 1 está podre e corrompida e, há mais de 15 anos, age da mesma maneira, num jogo sujo de cartas marcadas. 



A Ferrari é apenas um dos atores na encenação. E também já estão jogando tudo para cima de Massa, garantindo que, se fosse Alonso, ele “teria sido macho” e não dado passagem. “Esquecem” que Alonso já foi “macho” uma vez e seu deu mal, a ponto de quase ter sido banido da Fórmula 1, e até hoje não se recuperou. 


“Esquecem” também que Massa teve de renovar recentemente contrato com a Ferrari, com a já famosa “cláusula Barrichello”, em que se obriga a ser piloto-escada de Alonso. Se não assinasse, ficaria sem equipe de ponta. Querem também culpar o “sujo” e “encrenqueiro” Alonso, mesmo cientes de que ele já “comprou” a Ferrari e está na dele. É nítida agora a intenção, da mídia, de preservar a Fórmula 1, apontando culpados de ocasião, pois é a categoria que lhe dá emprego, daí todas essas mentiras e omissões.
Desde a morte de Ayrton Senna, a Fórmula 1 é esse jogo de cartas marcadas. Está certo Juca Kfouri quando diz que a Fórmula 1 não é mais esporte nem competição, mas um grande negócio (escuso, acrescento). Hoje, o piloto “compra” a equipe, via patrocinadores, como acaba de fazer Alonso, com apoio do Santander etc. Aí, ganha automaticamente a condição de “número um”, mesmo sendo pior que o companheiro de equipe, que passa a ser seu escada (é o caso de Massa). E, se tiver algum talento e o melhor carro da temporada, ganha “comprado” o título, exatamente como pode acontecer este ano com Alonso.

Há anos é essa palhaçada, e a mídia sabe que os brasileiros não têm mais vez na Fórmula 1, mas mente e omite. Schumacher “comprou” dessa mesma maneira pelo menos quatro de seus sete títulos mundiais, tendo Barrichello como escada. A mídia foi sempre omissa e mentiu, por exemplo, no caso de Rubinho, e nunca hesitou em tachá-lo de “pé-de-chinelo” e “eterno vice”, o que caiu na boca do povo. Schumacher era visto como novo ícone (de papelão) da Fórmula 1 e novo “mito” do automobilismo, até mesmo como o “rei do pit stop” (sempre “ultrapassava” Rubinho no reabastecimento e troca de pneus, como se a mídia não soubesse que isso ocorria por ordens da equipe).

No ano passado, Jason Button também “comprou” o título, tendo de novo Barrichello como escada. A equipe de Rubinho esmerou-se em favorecer o medíocre Jason Button nas sete primeiras provas, até fazer a mídia engolir que o britânico tinha, em razão daquelas vitórias dele, o “direito” de ser o número um da equipe. E lá veio de novo o “Rubinho pé-de-chinelo” e “eterno vice”.

Toda a temporada de 2009 foi essa gritante farsa, a mídia sempre omissa ou mentindo. Rubinho sem poder fazer nada: se chiasse, ficaria sem equipe de ponta, como pode acontecer agora com Massa, se não cumprir a “cláusula Barrichello’ incluída há questão de dias no seu novo contrato.

Quando Rubinho chiou pela primeira vez e deixou a Ferrari, afundou mais ainda e acabou sem equipe de ponta. Só anos depois, conseguiu de novo lugar ao sol, no ano passado, quando pôde voltar a chiar. Sua equipe estava com tanta folga na pontuação, por ter favorecido exageradamente Button, que pôde “deixar” o brasileiro voltar a sentir o gostinho da vitória. Mas a mídia já sabia que aquilo seria temporário e que Button voltaria a ser favorecido, porém mentia e omitia.

Já sabemos como terminou o Mundial do ano passado. Como Button havia aberto enorme diferença de pontos para os demais, isolando-se na liderança, o comando da Fórmula 1 “solicitara” à equipe dele, a mesma de Rubinho, para que tirasse o pé do acelerador. A conquista do título por antecipação, sete ou seis corridas antes de terminar o Mundial, levaria a Fórmula 1 a prejuízo que a obrigaria a fechar as portas, até porque estávamos em meio à crise financeira.

E aí deu no que deu: Rubinho voltou a ganhar corridas, mas já estava escrito. Tão logo chegassem as últimas provas, Button retomaria as vitórias e seria o campeão, o que acabou acontecendo. Na época, soltei comentário denunciando isso. Pedia ao fã de Fórmula 1 para que não se iludisse. Dizia que a equipe de Button havia tirado o pé, mas que o britânico voltaria a vencer e que, já estava escrito, seria o campeão. Não deu outra. A mídia, de novo surda e muda a respeito.

O que a Ferrari fez domingo, no GP da Alemanha, todas fazem há décadas. E a equipe italiana não errou ao fazê-lo. A Ferrari só errou na forma como fez: administrada por incompetentes, o que inclusive lhe tem custado títulos, ela passou ridícula mensagem cifrada dos boxes a Massa, nos mesmos moldes das de Hitler e seu amigo Franco, da Espanha. Apenas demonstrou que não sabe encenar.

E não espere que a mídia venha a denunciar a Fórmula 1 e a esclarecer tudo. Vão punir (provavelmente) a Ferrari mais ainda, mas encobrir essa farsa que é hoje a categoria, e vai ficar por isso mesmo, sob os aplausos da mídia.

Nem há, no Brasil, como a mídia denunciar e fazer jornalismo minimamente autêntico na Fórmula 1. A Rede Globo está amordaçada, pois detém os direitos de transmissão, o que lhe ajuda muito no caixa, e não pode abrir o bico. Ela é quase sócia da F-1. E só condena agora a Ferrari porque precisa de bode expiatório para “esconder” o que de fato ocorre na categoria: essa farsa toda.

O restante de nossa mídia, especialmente a impressa, também está amordaçado. Tão logo se tornou essa espécie de “sócia” da Fórmula 1, precisando a qualquer preço preservar o precioso negócio, a Rede Globo tratou logo de ir contratando jornalistas que cobrem a F-1, principalmente da mídia impressa. Sempre precisou calar todo mundo para não pôr em risco o negócio.

No começo dos anos de 1970, chamou Reginaldo Leme, do Esportes do Estadão, para o qual escreve até hoje. E o Grupo Globo não parou mais, até chamar recentemente Livio Oricchio, também do Estadão. Se você lê os textos de ambos ou acompanha os comentários, nunca encontra essas verdades. E eles não têm culpa de nada, pois, se abrirem o bico, perdem o emprego.

Nos demais veículos, o mesmo: completa mudez e surdez, ora porque o jornalista é incompetente, ora porque aspira chegar um dia à Rede Globo, daí nunca abrir o bico para valer. Quando não mente, omite. Por exemplo, se você for agora (11 da manhã de 27/7/2010) ao site da UOL, pode ouvir áudio de Fábio Seixas, encarregado de cobrir F-1, omitindo tudo isso e também mentindo.

Seixas sabe, por exemplo, que Massa renovou recentemente contrato com a Ferrari e viu-se obrigado a assinar a tal da “cláusula Barrichello”. A própria UOL, para quem ele trabalha, e a mídia européia noticiaram isso. Por que, nem mesmo nesse escândalo envolvendo Massa e Alonso, ainda não o vi levantar isso devidamente? Era a grande oportunidade, a brecha ideal. E você nunca sabe se é incompetência dele ou se omite e mente para se preservar.

Seixas está entre os primeiros a dizer que a Ferrari precisa ser punida exemplarmente, por denegrir mais uma vez a categoria e ser a grande culpada. Foi também um dos primeiros a culpar Felipe Massa, dizendo ter sido muito feio o que o piloto fez. Ora, feio é o que ele e toda a nossa mídia especializada vêm fazendo.

O que todos precisam, agora, é empenhar-e para que os “culpados” apareçam e sejam punidos, de tal maneira que a Fórmula 1 possa sair ilesa. E os fãs, que até aqui foram feitos de palhaços, começam a minguar. Só para mim, 18 disseram por e-mail que não vão mais acompanhar, decepcionados com a Fórmula 1. Abraços a todos, Tom Capri.


 
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Publicado por em julho 27, 2010 em Uncategorized

 

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