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DEBATE NADA MOSTROU

06 ago
Debate mostrou apenas o supérfluo
Serra, Dilma, Marina e Plínio divagaram
sobre projetos futuros da Pátria
                                                                                                                                                                                                            
                Os que puderam assistir o debate presidencial pela Band, em 5 deste mês,  devem estar um pouco confusos sobre o que nenhum deles, Serra, Dilma, Marina e Sampaio, apresentaram, falando apenas superfluidade dos programas de cada candidato, de vez que todos eles –sem exceção- optaram pela linha neoliberal, algo que está  incrustado na filosofia partidária. Candidatos são apenas porta-vozes de partidos, que, no caso, se apresentam totalmente neoliberais, arraigados às diretrizes econômicas do século XIX, sem qualquer rasgo de visão para o futuro do país.
                Na verdade, na voz dos participantes, o Brasil continuará uma colônia, embora pouco mais sofisticada, não aquela portuguesa, que durou até 1822, mas economicamente com a mesma ideologia  do comando supremo federalista, sem esperanças para a tese do autogoverno ou mudanças evolutivas que saiam fora do controle estatal plutocrático.

                Quem leu o texto Que presidente o Brasil precisa, desta fundação, pode até gargalhar, pois a técnica dos debatedores e a experiência plutocrática não mudaram, e não mudarão tão rapidamente, como o povo deseja e carece! O dinheiro dos impostos continuará nas mãos de grupos econômicos, o país seguirá a marcha já explicitada por Gustavo Barroso em “Brasil, colônia de banqueiros”, as determinações burguesas continuarão no mesmo nível de 1930, 1937, 1946 ou mesmo 1964 ou 1988. Mudam as datas, trocam-se os personagens, mas os graves –gravíssimos- problemas brasileiros seguem o rumo plutocrático de uma sociedade devastadora e desrespeitosa tanto para com a natureza como para com seu povo.

                Estamos nos referindo, se todos notarem, à forma de governo colonial, rançoso, vigente no país, herança de 322 anos de domínio português, difícil de receber modificações do tipo “pensar globalmente, agir localmente”, recomendadas pela Rio-92, ou ainda ouvir ponderações do tipo “mudar ou transformar a federação, porém, de baixo para cima” (Milton Santos, Schenberg, WFAlmeida e AME).

                Enquanto não aparecer um projeto tipo “Muda Brasil”, de vigor  intenso e vontade férrea para atender a população, teremos –sempre- a continuidade administrativa centralizada, com Serra, Dilma, Marina ou mesmo Plínio (que se diz socialista, mas socialismo ou capitalismo de Estado dá no mesmo!).

                Não estamos pregando separatismo, nem criando países seccionados como escrevera nosso antigo companheiro de luta ecológica Braz Juliano, mas andando, caminhando, em direção ao futuro, quando a forma ou modelo político autogoverno terá de ser severamente pensada, para que haja perfeito controle do dinheiro público e atenção redobrada ao frenético desenvolvimento que age sem respeito para com ecossistemas e espécies, causando traumas profundos em Gaia.

                Afinal, a Terra é nosso planeta, se não cuidarmos dela carinhosamente, teremos revanches seriíssimos, como os que já estão a acontecer em várias regiões terrenas, inclusive no Brasil.

                O acordo entre desenvolvimento sustentável, zelo carinhoso para com o planeta, em toda sua extensão, e equilíbrio político sumamente ético, passa pelo crivo da meritocracia, da cidade-estado, de um modelo administrativo moderno, mais atento aos direitos humanos, conforme prevê a Declaração Universal, que o Brasil assinou em 1948, mas não conseguiu cumprir ainda.

                Assim, o debate presidencial, se ainda pouco explicativo, poderá ganhar contornos políticos mais adequados e também mais avançados, dependendo, obviamente, da linha que algum dos candidatos vai querer seguir para dar respostas há muito tempo esperadas pela população brasileira, que se prepara para levar à presidência da República Federativa alguém com visão de estadista, isto sim!

                Oxalá Serra, Dilma ou Marina (os três únicos com essa potencialidade) abram os olhos, consultem a história, releiam vaticínios (Edgard Cayce, por exemplo, que já alvitrava um tipo de governo totalmente diferente do atual para vários países) e refaçam ou façam um projeto carinhoso, solidário, para o Brasil de hoje e de 2.050, pois não é possível pensar unicamente em termos imediatos com vistas a mudar o leque histórico deste continente.

                Autogoverno é tema para um plebiscito nacional, mas o futuro presidente poderá ser muita influência na realização para que se cumpra o destino da Pátria. Civismo e ética estarão neste compêndio, com certeza.
                AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA – http://www.ecologia.org.br  – amefundacao@uol.com.br  amefundacao@gmail.com     – W.Paioli – presidente.
 
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Publicado por em agosto 6, 2010 em Uncategorized

 

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