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>ELEIÇÕES 2.010 – OS CANDIDATOS III

26 set

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No – 173 – COLUNA DO SARDINHA



DILMA – A idéia de Lula, desde um primeiro momento foi a de  seguir a tendência de seus estimados companheiros da America Latina e mais especialmente, Chavez da Venezuela e Castro de Cuba e implantar no Brasil a reeleição eterna. Como não tinha nenhuma Ordiléia Pedregoso  – Ordiléia é personagem de um romance em gestação – para ir esquentando o banco  da presidência, enquanto a trieleição não saia, deu à luz em parto prematuro á candidatura Dilma Roussef, uma mera desconhecida, envolta em episódios de corrupção não esclarecidos, mas que tinha passado incólume no episódio do mensalão, que provocou verdadeira limpa no Partido do presidente.
A trieleição não saiu e Lula teve que engolir sua Ordiléia. 
Antipática, arrogante, trazendo em seu contraditório currículo a passagem marxista de braço armado do terrorismo, com o papel burguês de conselheira da Petrobras, que recebeu em 2.009 mais de um milhão e cem mil reais para comparecer a apenas quatro reuniões do Conselho, Dilma personificava a anti-candidata, escolhida sob medida para não fazer sombra ao líder barbudo.
No entanto, Dilma não poderia ser considerada o plano B, para o caso do plano A (trieleição) fracassar, como fracassou. Não restando outra opção, Lula teve que engolir tal candidatura, que tem como virtude conhecer os tortuosos caminhos da administração petista e a fidelidade absoluta ao chefe.
A partir daí toda a máquina pública foi mobilizada para viabilizar uma candidatura, cuja vitória era algo improvável e isto foi por demais caro e oneroso e o dinheiro público jorrou a rodo.
Só para lembrar, a candidata petista talvez seja a única, entre os vinte e tantos candidatos, que nunca foi testada nas urnas, sendo, portanto, uma incógnita. Acreditar como querem os petistas, que ela seja um repeteco do governo Lula, não é por si só, suficiente para levá-la ao Planalto e nem uma garantia de que faria um bom governo.
O desempenho de Dilma Roussef apontado nas pesquisas e fartamente divulgado na mídia governista, deve ser visto com reservas e não pode por si só servir de parâmetro para decidir a intenção de voto do eleitor, que deve estar embasada numa série de outros requisitos, que realmente a candidata não preenche.
A decisão em quem votar nestas eleições apresenta-se extremamente difícil. Principalmente, por dois motivos: a ausência do caráter plebiscitário, por não ser a administração Lula, que diretamente estará sendo julgada: e, pela inexistência de uma dicotomia mais visível.
Lula encarna muito mais a antítese do figurino ideal para presidente de um país grandioso como o Brasil, o que torna difícil, senão impossível, apresentar-se como alternativa ao (des)governo que geriu nossos destinos nos últimos oito anos, onde a mídia oficiosa imperou soberana, mostrando que até endividar-se mais, como noticiado dias atrás em matéria referente ao BNDES é “conquista” do governo petista, que ganhou condescendência até da Anistia Internacional, que deixou de apontar como este, um dos governos mais corruptos do mundo.
Pense, reflita e raciocine na hora de votar. O que está em questão é o seu futuro. Vote pensando nisto, faça por você mesmo.

Luiz Bosco Sardinha Machado, jornalista e advogado
 
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Publicado por em setembro 26, 2010 em Uncategorized

 

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