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TRILHAS DA BIODIVERSIDADE

04 out
Projeto da FFCLRP ensina preservação ambiental levando o público para a floresta

Mariana Midori Isagawa / USP Online
Um projeto de reflorestamento que a USP empreende em Ribeirão Preto não representa somente a disponibilização de uma área verde para a população local. Muito além disso, a floresta de 75 hectares é objeto de estudo de diversos pesquisadores da USP, e campo para o projeto de extensão Trilhas da Biodiversidade, coordenado pelo professor Marcelo Motokane, do Laboratório de Ensino de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
A iniciativa, que propõe visitas monitoradas à área reflorestada, também aproxima a sociedade da produção científica, que parece, na maioria das vezes, muito distante da realidade cotidiana.





A proposta do Trilhas da Biodiversidade é apresentar ao público, predominantemente infanto-juvenil, a importância da preservação do patrimônio biológico através da demonstração prática de conceitos básicos da ecologia.
“Nós explicamos o que é a sucessão ecológica, falamos das espécies nativas, da fauna que foi chegando após o reflorestamento e dos problemas que a perda da biodiversidade pode gerar”, explica Danilo Seithi Kato, educador do laboratório. “O nosso objetivo é incentivar um olhar crítico em relação à todos esses problemas”, complementa Nathália Costa de Aguiar, uma das monitoras que guia as visitas.

Aliando a sensibilização do público à aquisição de conhecimentos científicos, a visita começa com uma breve apresentação e debates no próprio laboratório. Depois, o grupo segue para a floresta para ver de perto o que foi discutido e realizar pequenos experimentos ao longo da trilha, como a medida da temperatura e da umidade relativa do ar, além da coleta de solo, dentro e fora da floresta. O grupo segue então de volta para o laboratório para discutir, através da comparação do material coletado, quais são as diferenças entre os espaços preservados e não preservados, e qual é a verdadeira importância desta preservação. Segundo Kato, o retorno dessas atividades vem sendo bastante positivo frente ao público.

Formação e pesquisa


Porém, não somente os visitantes aprendem com essa experiência. Os próprios monitores que guiam as visitas são alunos da graduação em Ciência Biológicas, bolsistas que têm a oportunidade de estagiar na sua área, lidando com educação. O projeto de extensão também permite que outros estudos sejam desenvolvidos no campo da biologia e da própria educação.
O coordenador do projeto, Marcelo Motokane, conta que o reflorestamento do espaço foi pensado justamente com este objetivo, de aliar pesquisa e extensão a uma preocupação evidente – a falta de área verde da região; e à uma grande necessidade – a criação de um banco genético de espécies nativas. Assim, a iniciativa do reflorestamento surgiu em meados da década de 1980, como proposta de restaurar uma área arrendada, anteriormente utilizada para o plantio de cana-de-açúcar.
Passadas mais de duas décadas, foram recuperadas três nascentes de água e diversas espécies de animais, entre eles morcegos, aves como tucanos e pica-paus, veados e muitos outros insetos. A floresta vem sendo, desde então, um vasto campo para pesquisas de mestrado e doutorado, e modelo para reflorestamento de outras áreas.

Para o professor Motokane, a grande importância do projeto de extensão consiste na possibilidade de transmitir ao público todo esse conhecimento adquirido com as pesquisas: “No nosso caso, os produtos de pesquisa têm uma aplicabilidade imediata. Uma das preocupações dos pesquisadores é o tempo que vai levar para o seu trabalho ser levado para os alunos. Aqui, a pesquisa é feita e levada diretamente às escolas”, diz.

Visitação


Apesar de receber, na maioria das vezes, grupos de estudantes do ensino básico de Ribeirão Preto e região, o Trilhas da Biodiversidade também atende outros tipos de grupos. A visita deve ser agendada com duas semanas de antecedência, pelo telefone (16) 3602-0370. Os grupos escolares podem ter até 50 alunos, com acompanhamento de um professor para grupos com menos de 40 estudantes, e dois professores para grupos de 40 à 50 estudantes. A visita é gratuita.


 
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Publicado por em outubro 4, 2010 em Uncategorized

 

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