RSS

IMPACTO NO CLIMA DE AREIA DO DESERTO SERÁ ESTUDADA

09 out

Cientistas vão mapear 770 milhões de

toneladas de poeira do Saara

Cientistas vão passar os próximos três meses
monitorando cerca de 770 milhões de
toneladas de poeira levada para a atmosfera
todos os anos a partir do Deserto do Saara.
O objetivo da pesquisa é tentar entender os
impactos dessa poeira no clima.

Imagem de satélite tempestade de areia na costa da África
Clique para ampliar

Segundo os pesquisadores, boa parte da poeira que sai
do Deserto do Saara cai de volta na Terra, algumas
vezes na África e muitas outras em locais distantes
como a América do Sul e os Estados Unidos, levada
pelos ventos. Tudo isso tem um impacto sobre o clima.

“As pessoas que constroem modelos climáticos fazem algumas suposições sobre a poeira e seu impacto sobre o clima,” afirma o Dr. Christopher Sundar, professor de ciência atmosférica da Universidade do Alabama, em Huntsville. “Queremos aprender mais sobre as características desta poeria, sua concentração na atmosfera e seu impacto sobre o gasto global de energia  “, acrescenta Christopher.

Atualmente, a maioria das pesquisas feitas sobre aerossóis se concetram em partículas geradas pela ação do homem, como a fuligem, o fumo e outros de tipos de poluição. A poeira é um tipo de partícula e merece ser analisada. De acordo com os pesquisadores, muitas dessas partículas minúsculas juntas podem refletir a luz solar de volta ao espaço, antes que ela tenha a chance de aquecer o ar. “Isso significa que menos energia solar está disponível na superfície para aquecer o planeta”, ressalta Christopher.

“Uma coisa que quero fazer é calcular como a poeira é reflexiva, porque nem todas as poeiras são criadas iguais”, diz Christopher. “Estamos tentando calcular a reflexidade para que possamos dizer com precisão quanto de luz solar é refletida.”

O trabalho é complexo. A composição e a forma das partículas de poeira são variadas. A composição vai variar dependendo de qual parte do Saara a poeira vem. Algumas absorvem mais energia solar do que outras.

Os pesquisadores irão utilizar dados do satélite espacial CALIPSO (em inglês Cloud-Aerosol Lidar and Infrared Pathfinder Satellite Observations), desenvolvido e gerado pela agência espacial americana, Nasa.



Formação A-train de satélites em órbita da Terra


O CALIPSO é um satélite de observação da Terra que oferece uma nova visão sobre o papel das nuvens e dos aerossóis, ou partículas finíssimas, com relação a qualidade do ar, o tempo e o clima. Além do CALIPSO, serão utilizados dados de outros satélites da Nasa que fazem parte do grupo A-Train, que orbitam a Terra sob uma mesma trilha. Assim combinando a informação de vários instrumentos, os cientistas esperam por respostas mais concretas.

Por que o Saara?
Os cientistas escolheram o Saara porque o Deserto contribui com a metade de todas as partículas de poeira levadas para a atmosfera a cada ano. Estudando a poeira do Saara, os pesquisadores estão estuando a própria superfície abaixo dele. Apenas no ano passado, alguns novos instrumentos permitiram aos cientistas distinguir o que é pó e o que é deserto.

Legenda: No topo, a imagem captada pelo satélite Terra da Nasa, mostra a poeira que vem do Deserto do Saara na costa oeste da África e passa pelas Ilhas Canárias. Abaixo, o gráfico representa a posição de diversos satélites espaciais da Nasa que fazem parte do grupo A-Train. Créditos: Nasa / Wikimedia Commons.

 
Deixe um comentário

Publicado por em outubro 9, 2010 em Uncategorized

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: