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>O PARTIDO VERDE PRECISA AMADURECER

27 out

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No – 177 – COLUNA DO SARDINHA


Dificilmente veremos um pleito presidencial tão insosso e insípido como o atual. Os candidatos seja no primeiro turno e agora no segundo,  não contemplaram metas e objetivos, seja na condenação de atos passados, seja na construção de roteiros para viabilização futura.
Mas, isto é até compreensível. Lula, quando assumiu a presidência em 2.002, o fez como fiador dos atos de FHC. Quem não se lembra de seus propósitos de respeitar os “contratos” vigentes? Por “contratos” Lula queria dizer escândalos das privatizações, corrupção, contratos lesivos ao país e tudo o mais que envolvesse a administração tucana.
Lula como fiador foi no mínimo conivente com os  desmandos e teve várias oportunidades de dissecar a administração anterior e simplesmente calou-se. Isto em administração pública chama-se prevaricação, crime tão ou mais grave do que a corrupção.
Dilma Roussef, que durante este tempo todo esteve no poder, só afastando-se para concorrer  à presidência, foi no mínimo cúmplice por omissão.
Por estas razões, não se podia esperar da candidata situacionista uma posição mais firme em torno de denúncias concretas.
Serra por óbvio, não poderia desancar a administração passada e nem investigar algo que ele poderia ter feito parte. Entretanto, isto não impediria que ele cobrasse da administração atual uma posição mais firme no trato com a corrupção.
Quanto aos objetivos futuros, o país parece estar no melhor dos mundos, com a candidata governista prometendo deixar como está prá ver como é que fica e o tucano prometendo fazer mais do que já foi feito, num desfile de mesmice como jamais se viu.
Neste clima, o que poderia esperar de Marina Silva? Nascida politicamente no Partido dos Trabalhadores, que por ele tornou-se senadora; permaneceu no ministério Lula durante sete anos e tal como Dilma,avalizou todos os atos do governo atual. Em certa medida foi também cúmplice por omissão.
Ao sair do PT escolheu um pequeno partido sem identidade e com apenas uma bandeira, a do meio ambiente. O partido Verde que abrigou Marina é em sua essência pendular e ainda ideologicamente imaturo, em tudo diferente de seu congênere alemão.
Como Pilatos no Credo, Marina Silva só poderia ter uma atitude no segundo turno das eleições para presidente: lavar as mãos, deixando que seus partidários sigam os rumos que bem entenderem e demonstrando acima de tudo a falta de compromisso e o pouco interesse pelo futuro de país.
Marina Silva com sua decisão de neutralidade, deixou clara sua falta de decisões firmes e seu alheamento no debate e solução dos problemas nacionais, contribuindo sobremaneira para a mesmice vigente.
Quem não votou em Marina, acertou, pois ela ainda está demasiadamente verde para alçar vôos mais altos. Precisa definir-se e amadurecer muito.
Luiz Bosco Sardinha, advogado e jornalista
 
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Publicado por em outubro 27, 2010 em Uncategorized

 

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