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A GRANDE BARREIRA DE CORAIS – II

06 nov

Tipos de corais na Grande Barreira de Corais

Embora seja chamada de “Grande Barreira de Corais” e seja geralmente referida simplesmente como “o recife”, ambos os títulos estão equivocados. Os nomes sugerem a existência de uma única barreira de recifes, mas o ecossistema mesmo é feito de um diferente número de corais – dos quais apenas alguns são verdadeiras barreiras de corais. O resto é uma combinação de barreira, franjas, plataformas e atóis. Não sabe qual é qual? então vejamos:
  • Barreiras de corais se formam ao londo da bordas mais distantes de uma plataforma continental (a borda submersa de um continente) e são separadas da terra por uma laguna grande e profunda. Elas imitam a linha costeira e, às vezes, irrompem a superfície da água em suas áreas mais rasas.
  • Recifes em franja se parecem com barreiras de corais por também estarem paralelas à linha costeira, mas elas  ficam mais perto da praia. Elas delimitam ilhas ou se estendem para fora do continente e são separadas da terra apenas por uma laguna estreita e rasa.
  • Plataformas e atóis são pequenos e isolados recifes que crescem no topo de uma plataforma continental, geralmente sob montes subaquáticos que fornecem uma boa superfície para o crescimento do coral. As plataformas de recife tendem a ser ovais em forma e ter entre 3 km e 10 km de comprimento. Os atóis são menores e mais rasos que as plataformas de recifes.
  • Recifes em tira são recifes longos e estreitos (daí o nome tira) que se desenvolvem ao longo da borda de uma plataforma continental. Esses recifes não têm uma laguna. Eles podem ter até 25 km de comprimento, mas apenas 500 de largura.
Recifes com corais que despontam na superfície das águas rasas da Grande Barreira
Cortesia da administração do Great Barrier Reef Marine Park
Recifes com corais que despontam na superfície das águas rasas da Grande Barreira
 
Se você voasse sobre a Grande Barreira de Corais, notaria que sua topografia muda à medida que você viaja para o sul. O recife é, às vezes, caracterizado como tendo três grande seções: Norte, ou Cairns, Central, ou Whitsundays, e Tropical (na altura do Trópico de Capricórnio). 
 
A seção mais ao norte é conhecida por ter a maior diversidade devido à sua localização remota e proximidade com o equador. Aqui, os recifes em tiras dominam. Seu lado exposto ao vento desvia fortes ondas e correntes, fornecendo uma seção interna calma com recifes em franja e atóis espalhados.
À medida que o avião segue para o sul, você se aproxima da seção central. Você pode ver a plataforma continental se alargar e perceber que os recifes estão mais distantes do continente. A área larga e rasa criada pela plataforma mais ampla hospeda atóis e pequenas ilhas de corais. Essa seção é a mais acessível e tem o maior tráfego turístico.
Indo para a seção sul, a plataforma continua a se ampliar antes de se estreitar e trazer os recifes para perto da terra firme novamente. Muitas plataformas submersas e atóis pontuam a paisagem subaquática. Se você continuar seguindo para o sul, vai ver os recifes desaparecerem gradualmente à medida que a plataforma se estreita e as temperaturas caem a níveis incompatíveis com o crescimento dos corais.

Uma das 600 ilhas da Grande Barreira formada por areia, fragmentos de conchas e calcário
Cortesia da administração do Great Barrier Reef Marine Park
Uma das 600 ilhas da Grande Barreira formada por areia, fragmentos de conchas e calcário

Espalhados entre os mais de 3.000 recifes estão os corais que ficam acima da superfície da água, ou ilhas de areia chamadas cays. Essas ilhotas suportam muitas comunidades de plantas diferentes, incluindo mangues, florestas tropicais e plantas marinhas, dependendo da chuva que elas recebem. As ilhas são formadas de fragmentos de areia de coral, conchas e alga endurecida acumulada nas bordas e topos dos recifes.

Tanto os recifes quanto as cays se beneficiam desse arranjo. As barreiras de recife permitem que as plantas marinhas encobertas pelo mar e os mangues vicejem ao protegê-los da brutalidade das ondas. Em retorno, essas formações evitam que contaminantes entrem no frágil ecossistema e sufoquem o coral ao capturar os nutrientes e sedimentos das correntes. Elas também servem como um berçário para muitos moradores do recife. Você vai conhecer alguns desses habitantes interessantes na próxima página.
 
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Publicado por em novembro 6, 2010 em Uncategorized

 

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