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PESQUISA BUSCA ALTERNATIVA PARA CONTROLE DE PRAGA

22 nov

Pesquisa encontra alternativa para combater broca da cana



Danos causados pelas pragas no colmo
Crédito: Divulgação


Adultos de D. Saccharilis: macho (acima) e fêmea (abaixo)
Crédito: Divulgação 

da ESALQ 

A demanda por energias renováveis tem estimulado boa parte dos produtores rurais a remanejarem suas culturas de modo a otimizar resultados com a produção. Uma das conseqüências dessa nova ordem no campo é a migração para o setor sucroalcooleiro, aumentando consideravelmente as terras cultivadas com cana-de-açúcar. O oeste paulista, o triângulo mineiro e a região Centro Oeste tem registrado altos índices de substituição da pecuária pela cana. Ao mesmo tempo, essas novas fronteiras agrícolas acabam ampliando os limites geográficos de determinadas espécies pragas como a broca da cana (Diatraea saccharilis), tida como uma das mais prejudiciais a esta cultura.
Com objetivo de descobrir um novo método de controle para a broca da cana, a engenheira agrônoma Greice Erler desenvolveu uma isca tóxica com intenção de controlar a população de adultos. Inserida no Programa de Pós-graduação em Entomologia, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), Greice estudou substâncias que pudessem ser empregadas em associação ao inseticida triflumurom. “Esse inseticida regula o crescimento, sendo utilizado atualmente no oeste paulista, região que registra altos índices de infestação da broca”, conta a pesquisadora.
Sob orientação do professor Octávio Nakano, do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), a agrônoma testou em laboratório diversas iscas, incluindo seletividade, idade e concentração das mesmas, escolha do inseticida e sua melhor dose, determinação da distância dentro da área de aplicação, efeito residual e atratividade a alguns inimigos naturais. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo avaliou a mortalidade dos insetos 24 e 48 horas após a exposição às iscas. A seleção e a concentração do atrativo e do inseticida foi feita a partir dos resultados que apresentaram eficiência superior a 80%. Ainda em laboratório, Greice Erler verificou que a isca não atrai o adulto a longas distâncias, ou seja, mais do que 50 cm, tornando necessário aplicá-las em área total.
Em campo, foi realizado experimento em área total e os resultados mostraram que as iscas testadas a base de melaço + cloridrato de cartape e Bacillus thuringiensis + Hygrogem controlaram satisfatoriamente a broca da cana com um custo equivalente aos controles utilizados a partir do parasitóide de lagartas (Cotesia flavipes) ou com o inseticida regulador de crescimento (triflumurom). A autora do trabalho ainda verificou que o melaço tem pouco efeito na atratividade do inimigo natural C. flavipes e não possui nenhuma atratividade ao predador de ovos Doru luteipes.
“A pesquisa fornece ao produtor outra forma de controle para a broca da cana, permitindo a sua integração aos já existentes, empregando como base o melaço, produzido pela própria usina”, conclui Greice Erler.

Texto: Caio Albuquerque (16/11/2010)

   
 
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Publicado por em novembro 22, 2010 em Uncategorized

 

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