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Depois de dois anos, aerossóis de queimadas aumentam na Amazônia

23 nov

emissão de aerossóis, fuligem de queimadas em suspensão na atmosfera, aumentou significativamente na Amazônia em relação aos dois últimos anos (2008 e 2009). A constatação é do grupo de pesquisa de Qualidade do Ar, do CPTEC/INPE.

Os aerossóis são emitidos pelas queimadas, produtos da queima da biomassa, com maior incidência nos meses de agosto e setembro. O pesquisador do CPTEC, Saulo Freitas, explica que as emissões de queimadas das regiões centrais e norte do País teriam migrado neste período para o oeste e noroeste da Amazônia, pela ação dos ventos. Nestas regiões, onde já estaria ocorrendo um período de estiagem, os aerossóis podem ter ajudado a intensificar a seca, já que estas partículas na atmosfera tendem a inibir a formação de nuvens.

Estudos recentes e preliminares vêm apontando a possibilidade de os aerossóis assumirem um papel relevante no clima destas regiões amazônicas, ao impactar o regime de chuvas. Segundo Freitas, o tema, ainda muito recente, começa a atrair grupos de pesquisa, do país e exterior, que iniciam estudos sobre a relação entre aerossóis e o clima da região.

A medição dos aerossóis é também de interesse da área de saúde pública, que a utiliza como indicador de políticas públicas. A maior concentração destas partículas na atmosfera afeta diretamente a saúde das populações destas regiões, aumentando a incidência de doenças respiratórias.

A concentração dos aerossóis é obtida de forma indireta, a partir de dados do sensor Modis, dos satélites Terra e Acqua, da Nasa, que permitem calcular a diferença entre a radiação solar incidente sobre as camadas de aerossóis suspensos na atmosfera e aquela que chega à superfície. A medida é feita na escala Aerossol Optical Deeph (AOD – traduzida como Espessura Ótica do Aerossol), cujos valores estão diretamente relacionados com a quantidade de partículas na atmosfera. Valores normais na Amazônia são menores que 0.1. Durante a queima, picos acima de 1 podem ser observados.

 do INPE
 
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Publicado por em novembro 23, 2010 em Uncategorized

 

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