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Satélite da Nasa mostra atividade vulcânica do Filho de Kracatoa

01 dez
Localizado no Estreito de Sunda, na Indonésia, Kracatoa 
é uma dos vulcões ativos mais vigiados do mundo e faz 
parte dos 100 alvos mais importantes que são monitorados 
automaticamente pelo satélite de sensoriamento remoto EO-1,
da Nasa.

Vulcão Kracatoa registrado pelo satélite EO-1, da Nasa
Clique para ampliar
 
Em 27 de agosto de 1883, o vulcão produziu a maior 
erupção já documentada, arremessando rochas e 
cinzas a mais de 27 mil metros de altura. O som de 
sua explosão foi tão intenso que pode ser ouvido 
a mais de 5 mil quilômetros de distância e é 
considerado o ruído mais elevado já produzido 
na Terra. De acordo com especialistas, todo o
Planeta reverberou por mais de 9 dias seguidos.
Antes da grande explosão, havia na região três grandes
ilhas: Rakata, Denan e Perboewatan e sobe essa última 
Kracatoa erguia-se a quase 2 mil metros de altitude. 
Após a explosão, Denan e Perboewatan foram 
reduzidas a pó, enquanto Rakata teve seu 
flanco oriental praticamente desintegrado.
 

Entretanto, Kracatoa não cessou sua atividade
e diversas erupções continuaram a acontecer. 
Um lago formou-se sobre a antiga cratera e
uma nova estrutura rochosa passou a se 
desenvolver Essa formação é chamada de
Anak Kracatoa, ou Filho de Kracatoa e é 
sobre ela que as atenções estão voltadas.
Diariamente, Anak Kracatoa expele cinzas 
e material vulcânico, que o faz crescer ainda 
mais. Atualmente, a montanha de material 
piroclástico já tem 815 metros de altura e 
cresce pelo menos 5 metros todos os anos.
A última erupção de Anak Kracatoa 
ocorreu em 2009 e constantemente a 
montanha é colocada sob risco 2 de 
erupção. Saber se Kracatoa vai produzir 
uma nova erupção igual a de 1883 é uma
tarefa árdua, o que torna o trabalho de 
observação extremamente importante,
seja através de instrumentos inseridos 
diretamente na montanha ou através 
de imagens de satélites, que o orbitam 
diariamente.

Ilustrações: No topo, vulcão Anak

Kracatoa visto pelo satélite de
sensoriamento remoto EO-1 da Nasa, 
em 17 de novembro de 2010. 
Acima, arte mostra a evolução da 
ilha de Kracatoa, desde a explosão 
em 1883 até os dias de hoje. Crédito: 
NASA EO-1 team/Apolo11.com/Wikimedia Commons.


Fonte: Apolo11 – 
 
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Publicado por em dezembro 1, 2010 em Uncategorized

 

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