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O PNUMA apresenta o primeiro ATLAS regional sobre as condições do meio ambiente da América Latina e Caribe

22 dez
O Atlas de um Ambiente em Transformação reúne mais de 200 imagens de satélite que mostram os principais problemas ambientais da região Latinoamericana e Caribenha



Muito mais que um livro de mapas, o Atlas de um Ambiente em Transformação – América Latina e Caribe é o primeiro relatório de análise das mudanças que ocorrem no meio ambiente da região, combinando dados rigorosos e imagens precisas de satélite. O Atlas é uma ferramenta indispensável para refletir sobre ações futuras e sobre as políticas públicas necessárias para alcançar um desenvolvimento mais sustentável para a América Latina e Caribe.


As imagens coletadas permitem observar a riqueza e a diversidade dos ecossistemas, espécies e paisagens da região. Mostram, também, que essa riqueza natural sofre pressões do atual modelo de desenvolvimento predominante que, ainda que gere crescimento econômico, produz significativas mudanças sociais e ambientais.


O Atlas está dividido em três partes. As informações sobre a região como um todo estão reunidas nas duas primeiras partes, enquanto a terceira detalha os principais problemas ambientais de cada país, analisando 65 casos específicos. As mais de 200 imagens de satélites, mapas e gráficos, nos permitem observar a rápida urbanização, muitas vezes desordenada, em áreas metropolitanas como San José (Costa Rica) e San Salvador (El Salvador).


Os efeitos da mudança climática ficam evidentes nas imagens de satélite de geleiras na Patagônia do Chile e da Argentina e do desmatamento em países como Brasil, Bolívia, México, Guatemala e Haiti. O impacto da mineração é ilustrado com fotos de La Guajira (Colômbia) e Cerro de Pasco (Peru). Imagens em alta resolução nos permitem observar, ainda, o impacto dos desastres naturais, como aquele que atingiu o Haiti em janeiro de 2010. O mau uso do solo, a perda de biodiversidade e a degradação das zonas costeiras são outros problemas ambientais evidenciados no Atlas.


A informação relatada nesta publicação reflete o panorama atual das questões ambientais da região e alerta sobre a realidade e a magnitude dos problemas identificados. A observação de imagens de satélite transmite uma sensação de urgência e alerta sobre as responsabilidades que a geração atual tem sobre o futuro do planeta e da humanidade.


O estado do meio ambiente na região: principais resultados


O crescimento das cidades: a ausência de planejamento urbano e de uso da terra adequados gerou problemas significativos nas cidades da região. Cidades latinoamericanas são as mais compactas do mundo, possuem os centros urbanos de maior densidade e enfrentam grandes desafios, tais como a gestão de resíduos sólidos e o tratamento de esgoto.


Degradação da terra: Embora a região ainda disponha de áreas de rica vegetação e seja abrigo de uma das reservas de maior capacidade biológica do mundo, a degradação da terra – desertificação, erosão dos solos e de zonas costeiras – é evidente em todo o continente. A desertificação afeta atualmente mais de 600 milhões de hectares em biomas áridos, semi-áridos e semi-úmidos da região.


Mudanças profundas na agricultura: a porcentagem de terra destinada à agricultura aumentou a um ritmo de 0,13% ao ano entre 2003 e 2005, causando perda de florestas e outros habitats naturais. Essa mudança é seguida por outra ainda mais profunda: houve uma diminuição na safra dos principais alimentos, como batata, mandioca, arroz e trigo, ao passo que registra-se um aumento em colheitas destinadas à industria e produção de combustível.


Mineração: A América Latina é a região com a maior parcela dos orçamentos (23%) destinados à exploração por parte das principais mineradoras. Mais de 10 bilhões de dólares são investidos todos os anos em atividades de mineração na região. Só o Chile soma aproximadamente 20% do total.


Água doce: A região concentra mais de 30% de toda a água doce disponível no planeta e quase 40% do total de recursos hídricos renováveis. A pressão oriunda do setor agrícola vem aumentando desde meados dos anos 1990, e a área total irrigada duplicou entre 1961 e 1990.

Geleiras: De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a maior parte das geleiras tropicais da região desaparecerá entre os anos de 2020 e 2030. As geleiras da América do Sul são de importância vital como fonte de recursos hídricos para uso doméstico, agrícola e industrial.


Zonas costeiras: Uma grande porcentagem da população e das atividades econômicas estão concentradas nas áreas costeiras da região. O turismo, o crescimento urbano desordenado, as águas residuais urbanas e industriais, e a aquicultura são alguns dos fatores que explicam a degradação dos ecossistemas costeiros, tais como manguezais, pântanos e recifes de coral.


Florestas: O desmatamento é generalizado e em alguns lugares a situação é alarmante. Segundo a FAO, na América Latina e no Caribe, cerca de 43.500 km2 de florestas desapareceram a cada ano entre 2000 e 2005. Isso corresponde a uma perda anual maior que a superfície da Suíça. O pior cenário de desmatamento ocorre na América do Sul, especialmente na Amazônia brasileira, apesar de que esforços recentes têm reduzido a taxa anual de desmatamento nesse ecossistema.


Desastres naturais: O número de pessoas afetadas pelas inundações, secas e outros eventos hidrometeorológicos aumentou na região desde 2000. Entre 1995 e 2006, aproximadamente 20 milhões de pessoas foram afetadas por esses eventos, especialmente os de caráter climático, como furacões.



A região da América Latina e Caribe guarda uma grande riqueza natural que, entretanto, encontra-se bastante prejudicada. Conforme exposto no Atlas de um Ambiente em Transformação, os problemas mais críticos que a região enfrenta são consequência da urbanização acelerada e desordenada, da mudança do clima, do desmatamento, do uso inapropriado do solo, da perda de biodiversidade e da degradação das zonas costeiras.

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Clique aqui para acessar o site do Atlas de um Ambiente em Transformação: América Latina e Caribe (disponível em inglês e espanhol).

 
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Publicado por em dezembro 22, 2010 em Uncategorized

 

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