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22 jan

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BALANCETE DE BARRANCOS QUE SE MOVEM

Ativos e Passivos e os índices de liquidez da humanidade – Estamos no vermelho ou no cor de rosa?


E assim com esse romantismo pós-festas, recheado de otimismo confeitado de egoísmo, o ano novo começou pra valer. Acabou a moleza e durante os próximos sessenta dias, nem pensar em folgas, feriados, etc. Claro, estou falando dos pobres e mortais, porque ainda tem muita gente por aí, ainda pensando na folia e logo após, no retiro espiritual, o que resulta em mais ociosidade remunerada principalmente no serviço público.



Mas terminou mais cedo para muitos que foram e não voltaram nas curvas de estradas e nos outros viadutos das almas que ainda existem por esse Brasil afora ou soterrados no barro e ai vale aquele recado irônico dos contadores de estórias sagradas: “Do barro tu viestes e para ele voltarás”



Bom mesmo é poder virar as noites em inferninhos ou navegando na internet, levantando ao meio dia com o cheiro do almoço que penetra pelas frestas de portas trancadas de uma juventude de quartos imundos e desarrumados, acomodada ou pior, desmotivada, alhures. Uma juventude sem Lei e sem alma com pais e mães na lista dos descartáveis.



Estamos vivendo tempos de um eficiente proselitismo religioso, que provavelmente vai de encontro ao anseio coletivo de mudanças. E como no jogo de poker a humanidade continua trocando uma carta ruim por outra ruim. As trombas d´água e os tufões fazem a limpeza sob a ótica divina (alguns chamam de vingança da natureza). E quem paga o pato é sempre o pobre, o humilde e o cordeiro que contribui com dízimos em conta gotas e recebe de troco os barrancos deslizantes com a terra em forma de um caldo estonteante lubrificando o caminho terrorista e improvisado das pedras assassinas e gigantes. A hecatombe deve ser uma brincadeira de deuses crianças ainda na fase aborrecente. Prova que a justiça divina não é diferente das dos homens e assim “os justos pagam pelos pecadores”.



Enquanto as águas rolam pro meu espanto, assisto as lágrimas do desencanto e vejo as imagens do grande pranto no rolo compressor da nossa dor. Eu me agiganto pra não chorar.



Mas do outro lado da rua, no mesmo bairro, na mesma cidade, no mesmo pais e nesse mesmo mundo imundo, sabemos de tudo e como num velório, contamos piadas e fazemos de conta que não tínhamos certeza que algo poderia ser feito preventivamente. E assim no mundo dos viajantes insólitos a ordem é:



Alegria, alegria, a festa ainda não acabou. Somos co-autores dessa hecatombe destrambelhada. Somos cosmopolitas e trogloditas que se atracam do lado de baixo da linha do Equador



E os gritos de desespero do Rio de Janeiro, devem ter soado como uma oração do fundo do coração:



– “Senhor, não permitas que tantos inocentes morram sufocados e afogados e enterrados na lama, pois esse é o exército de humildes que a ti busca e nunca encontra, mas se és o pai ou o filho, que seja esse momento de angústia, o motivo para atenderdes as nossas súplicas, nossas angústias, pois nossos barracos estão sendo arrastados pela força bruta da natureza que criastes e se nada podes ou puderes fazer, então é porque é chegado o momento de crermos que tu estás sempre do lado daquele que nos oprime e que nos empurra para os altos das encostas, como invasores e criminosos comuns.



– É chegado também um momento de grande reflexão e começarmos a crer que a palavra da salvação é dita apenas por aqueles que querem uma parte de nossa renda conseguida com sangue e suor de nossos rostos para enriquecer apenas aqueles que nos empurram para a miséria e para a mendicância em sinais de transito ganhando vinte centavos e sorrir agradecido porque o pão francês do dia está salvo. Afinal é bem melhor que viver novamente as sete pragas do Egito.



Quero parabenizar os “alienígenas” que lá estão desenterrando corpos, salvando criancinhas e outros seres humanos mesmo que puxados pela corda, soldados do corpo de bombeiros que deram a vida, pessoas que levam alimentos, roupas, agasalhos.



Enquanto isso, nosso vice insiste em permanecer com um pé aqui e o outro lá na morada dos Jardins dos sete palmos.


Um goleiro malvado, faz a fama, deita na cama com uma mundana que não teve a sorte de se chamar Madalena.


O algodão faz a farra no mundo extravagante da moda e quer ensinar aos mais jovens o que é inflação e que começou no Centro Oeste Brasileiro e fecha as contas das planilhas de custo, no dilúvio Australiano. Melhor mesmo sonhar que acordou no dia seguinte com o armazém lotado de algodão em rama, um estoque para consumo folgado em um ano e tudo pago.(rsss)


A anorexia física e mental passa desapercebida ou nem tanto….Porque você vai ver os diabinhos sassaricando na frente do Trio elétrico e assistir o filho de dona Canô, cantar e cantar o hino do anoxérico que ele se tornou. Tomara que ele não esteja bêbado e curtindo a fossa do existencialismo barato. Hoje, ele beija a boca de Gilberto Gil, e no dia seguinte ele se casa com uma mulher da terra das Malvinas.



E assim, o carnaval está bem próximo, novas reflexões poderão ser realizadas nos quarenta dias após os gritos e bebedeiras da festa dos “pecados” com serpentinas e confetes. Esses dois eventos, você pode lançar nas chamadas contas de compensação. Numa você acende a vela ao Diabo e depois na outra à Deus. Legal, né? E vai esquecer rapidinho que mais de 600 almas já foram contabilizadas na tragédia carioca, todas enterradas vivas.


É o momento certo para lembrar e avaliar bem pra que servem impostos ou a inutilidade dos Deuses do Olimpo ou aqueles recriados por Roma.


Mas continue feliz, sorria, pense positivo, pois você nem foi atingido por uma bala perdida. Que legal. Continue lendo Paulo Coelho, faz bem para aqueles que ainda vivem e respiram coisas mal resolvidas. Aleluia, aleluia irmão, ore pois o seu dia, o dia dos humildes chegará. Acredite, tenha fé. Não duvide da força divina, pois o fogo do inferno está lá, incandescente, fervendo e pronto para fazer com que a pele dos ímpios seja escalpelada na fervura da justiça de Tandera, o olho que vê tudo e não faz nada.


Dois mil anos se passaram e outros dois mil passarão e a sua geração se perderá e um novo salvador não chegará.


E finalmente nossa análise e previsões numa visão critica desse articulista e obviamente acompanhada da demonstração de resultados (Lucros e Perdas), provisões e distribuição de dividendos, etc.


No ATIVO disponível, o seu dinheiro guardado na conta corrente de um banco qualquer ou em contra partida suas dívidas a curto e médio prazo espalhadas por ai nos cartões de crédito ou cheques pré. Calcular o índice de liquidez eu não vou ensinar, perguntem ao meu Amigo José Camilo. O resultado pode ser suas férias tranqüilas ou a sua dor de cabeça como um insolvente.


Você pode alterar essa situação de liquidez ganhando na mega ou recebendo uma herança. Ainda no ATIVO, realizável a curto prazo, aquele fundo de garantia que você pode negociar com o patrão bonzinho, ou aquele dinheiro aplicado com prazo fixo ou até mesmo aquele empréstimo concedido a alguém que você sabe, vai pagar. Se não pagar lance com muita tristeza a sua desistência na conta de Provisões para devedores duvidosos. Os prejuízos com Zélia Cardoso de Mello, esqueça, jogue direto em Lucros & perdas.

Se o quadro for inverso, você estará no passivo, rezando ou orando para que seu salário seja aumentado, ou então para que aquele seu parente patife próximo ou distante, pague aquela pequena fortuna que deve a você, uma alma boa, caridosa e pressionado pela emoção de ajudar a família, lhe tenha concedido como empréstimo e até agora, “neca de pitibiriba”.


-“ESQUECE”, como diz o meu amigo Jacaré aqui em Goiânia.


E assim, você nem precisa pensar na palavra MANUTENÇÃO. É… minha gente, nesse pequeno negócio, ou empreendimento que administramos, a Vida, é preciso fazer a manutenção preventiva, porque no seu ATIVO IMOBILIZADO, você infelizmente hoje, compra muitos bens com depreciação acelerada ou até nenhuma.


Nota de computador, sistema de vigilância, impressoras e muitos outros itens que antigamente eram considerados bens duráveis que você os depreciava com 10 ou 20% ao ano, hoje são lançados diretamente em despesas. Seu colchão está cheio de ácaros, seus moveis e armários feito com aquela madeira de lei vagabunda, foi pro espaço, virou comida de cupim e você tem que comprar outro ou a sua mulher te mata. Até as cadeiras são de plástico de terceira qualidade e feitas para abrirem as pernas. Eu as chamo carinhosamente de cadeiras prostitutas.


Alegria, alegria, não me pergunte se o balanço que acabo de apresentar é o caixa um ou caixa dois. Já me disseram que havendo mais de um, a saúde financeira é sempre melhor e o índice de liquidez mais salutar. Sou profissional, só conheço o oficial.


Anauê, anauê, bola verde eu vou chutar e pra Palestina Brasileira eu não vou mudar e dentro de um shopping é que eu quero morar.


E lembre-se: Ao adotar a sacola ecológica, lembre-se de verificar que tudo que esteja lá dentro não esteja embrulhado também em plásticos, mas pensando bem, nem olhe porque você vai morrer de rir, ao constatar que estão fazendo você de bobo.


Luiz Bento Pereira(65)

Representante comercial no ramo têxtil em Goiânia.Go.

Nascido em Ponte Nova – MG

 
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Publicado por em janeiro 22, 2011 em Uncategorized

 

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