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>CONTINUA A REPERCUSSÃO NEGATIVA DO CASO BATISTTI

22 jan

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Tarso considera ‘excessiva’ reação dos italianos à permanência de Battisti

do Correio do Brasil
Por Redação, com Ansa – de Roma
Tarso Genro
Ex-ministro da Justiça, Tarso Genro questiona o posicionamento da direita italiana
Ex-ministro da Justiça Tarso Genro, afirmou que a reação dos políticos italianos diante da decisão do Brasil de não extraditar o ex-militante Cesare Battisti foi “excessiva”. Em entrevista publicada nesta segunda-feira, na versão impressa do jornal La Stampa, o atual governador do Rio Grande do Sul disse que algumas autoridades italianas agiram com “incivilidade e vulgaridade”, o que pode ter “azedado” a situação.
Em janeiro de 2009, Tarso concedeu refúgio político ao ex-militante, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Desde então, o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi vem criticando a decisão.


 O ex-ministro, por sua vez, explicou que, nas condições em que o processo foi julgado na Itália, “a condenação de Battisti está impregnada de dúvidas”, e em “qualquer sistema jurídico democrático”, a dúvida em relação às provas também é uma dúvida sobre o próprio crime.
O governador do Rio Grande do Sul ainda comparou a Itália dos Anos de Chumbo (1969-1980) com a ditadura militar brasileira (1964-1985).
– Quero recordar o povo italiano que, inclusive eu e a presidente Dilma Rousseff, fomos definidos como ‘terroristas’ pela ditadura militar, quando, na realidade, lutávamos pelo retorno da liberdade democrática – disse.
O caso de Cesare Battisti foi analisado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que a palavra final caberia ao presidente. Para Tarso, o STF “agiu politicamente”.
– Não há um risco de conflito entre os poderes. O Brasil é uma democracia madura e a decisão do STF, mesmo se estivesse errada, seria aceita pelos outros poderes – afirmou.
No último dia de seu mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o italiano no país, seguindo o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).
 
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Publicado por em janeiro 22, 2011 em Uncategorized

 

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