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08 abr

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Cristo Redentor espera por novos trens da Suíça

Braços abertos sobre a Guanabara
Braços abertos sobre a Guanabara (Keystone)


Por Maurício Thuswohl, swissinfo.ch

Localizada no morro do Corcovado, a estátua do Cristo Redentor é o maior símbolo da cidade do Rio de Janeiro, além de ser considerada pela ONU como uma das novas Maravilhas do Mundo.

Diariamente, centenas de pessoas, entre cariocas e turistas brasileiros e estrangeiros, sobem o Corcovado para vê-la. Para subir o morro, boa parte dessas pessoas utiliza o trenzinho que parte do bairro do Cosme Velho, na Zona Sul do Rio, e vai até os pés do Cristo.

Os simpáticos trenzinhos vermelhos que sobem o Corcovado há mais de três décadas foram fabricados na Suíça pela tradicional empresa Stadler, que tem unidades de produção localizadas nas comunas de Bussnang (Cantão de Turgóvia), Altenrhein (Saint-Gallen) e Winterthour (Zurique). Agora, a Companhia Trem do Corcovado, empresa brasileira que administra o acesso por trem ao Cristo Redentor, tenta adquirir três novos trens junto à Stadler, mas esbarra em algumas exigências do governo federal que estão atrasando a conclusão do negócio.

 
De acordo com a direção da Companhia Trem do Corcovado, os investimentos necessários para a compra dos novos vagões na Suíça giram em torno de R$ 40 milhões. No entanto, o prazo de financiamento que a empresa conseguiu no mercado para obter o crédito necessário para fechar o negócio com os suíços é superior ao tempo que ainda resta de concessão pública para a operação das linhas. Por isso, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão subordinado ao Ministério do Planejamento, ainda não autorizou a efetivação da proposta de compra à Stadler.
 
De acordo com o diretor da Companhia Trem do Corcovado, Sávio Neves, desde 2009 o pedido de autorização de compra dos novos trens na Suíça aguarda uma resposta afirmativa da SPU. A esse atraso, reclamam integrantes da empresa brasileira, devem ser acrescentados outros três anos necessários para a produção dos vagões na Suíça.
 
A expectativa dos brasileiros é resolver as pendências com a SPU nos próximos meses, a tempo de efetivar a solicitação da compra dos novos trens junto à Stadler até agosto: “Queremos que os trens cheguem até agosto de 2014. Depois, os técnicos suíços virão ao Rio para nos ajudar a ajustar o trem”, afirma o gerente de Manutenção da Companhia Trem do Corcovado, José Joaquim Pinto de Araújo.
 
Sob medida
 
Engenheiro, Araújo explica que a Stadler fará os novos trens “sob medida” para o Corcovado, por isso a necessidade de se esperar a confirmação do negócio para dar o pontapé inicial na produção: “Os novos trens irão manter as mesmas características dos trens originais, com tensão de 900 volts e o mesmo padrão de fornecimento energético. Não vamos mexer em absolutamente nada, os trens terão um padrão específico para a nossa estrada”.
 
Se as semelhanças com o trenzinho original contam pontos a favor, as diferenças vêm para melhorar o atendimento ao público. Sávio Neves afirma que os novos trens da Stadler “oferecem 30% de economia de energia e agregam várias inovações tecnológicas da engenharia ferroviária dos últimos 30 anos”, além de serem mais confortáveis: “Os novos vagões têm ar-condicionado, são panorâmicos e têm mais espaço entre as poltronas”, diz o diretor.
 
José Araújo afirma que “há uma série de vantagens” técnicas nas novas composições que farão o trajeto Cosme Velho-Corcovado: “Vai ser um trem com a velocidade um pouco maior, que vai chegar a 25 quilômetros por hora. O percurso, que atualmente é feito em 17 minutos, passará a ser feito em doze minutos”.
 
Outra mudança importante acontecerá no sistema de frenagem: “O sistema hoje é hidráulico e o novo sistema vai ser todo a ar. O novo trem terá um inversor de freqüência onde ocorre essa variação de velocidade. Haverá uma regeneração de energia, e a gente vai poder aproveitar a energia do trem quando ele estiver descendo”, diz Araújo. Os novos vagões também terão espaço para guardar bicicletas e patinetes.


(tremdocorcovado.com.br)

Fim das filas


Além de maior conforto e modernidade tecnológica, a compra de novos trenzinhos de acesso ao Cristo Redentor promete ajudar a acabar com um conhecido problema para quem opta por subir o Corcovado dessa forma: as filas. Atualmente, a capacidade máxima de transporte é de 340 passageiros por hora, mas pode subir para um patamar de 540 a 600 passageiros por hora: “Isso vai ajudar muito o nosso fluxo, que vem aumentando entre 20% e 30% ao ano nos últimos anos”, diz Araújo.

 
Quanto à escolha da Stadler como fabricante dos novos trens, o gerente de Manutenção da Companhia Trem do Corcovado afirma que foi uma decisão natural: “Consideramos a Stadler uma das maiores fabricantes de trem de montanha. O padrão deles é excelente. Tanto é, que o nosso trem completou no último dia 9 de março 32 anos de funcionamento e continua em perfeito estado. Mas, infelizmente, já não atende mais a nossa demanda, pois o crescimento vem sendo muito forte”.


Maurício Thuswohl, swissinfo.ch

Rio de Janeiro


 
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Publicado por em abril 8, 2011 em Uncategorized

 

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