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09 jun

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Patrulha Ecológica em São José do Cedro-SC
foto divugação
Ana Echevenguá*

“Não existe ensinamento melhor que a prática.” – professora Maria Irene Escher.


07 de julho de 2011. A noite estava chuvosa e gélida em São José do Cedro, extremo oeste de Santa Catarina. Mas isso não impediu que o auditório da Câmara Municipal de Vereadores quase lotasse para o I Fórum Municipal de Sustentabilidade, idealizado pela UNOESC – Universidade do Oeste de Santa Catarina, (Campus Aproximado de São José do Cedro). Professores, alunos, prefeito, padre, agricultores, empresários… todos querendo falar sobre meio ambiente e boas práticas sustentáveis.

As escolas Osni Medeiros Régis e a de Educação Básica Cedrense apresentaram os projetos ambientais que desenvolvem há tempos. E outros que pretendem implantar. Inúmeras ações – eficientes e práticas – reconhecidas pela comunidade. Como atuam com parcos recursos financeiros, buscam apoio técnico e financeiro para dar continuidade a esse trabalho.
Um grupo de alunos apresentou musicalmente seu interesse em preservar o meio ambiente. Criaram letra, música e coreografia. As demais crianças ficaram sentadinhas, atentas e empolgadas; demonstrando que as escolas que freqüentam criam a consciência ecológica tão necessária nos dias atuais. Estão educando para o exercício da cidadania.
A questão hídrica do município também entrou em pauta. O rio que corta a cidade recebe o esgoto in natura. A implantação do tratamento deste custa 16 milhões. E o Município, até o momento, nada fez a respeito. Possui contrato com a CASAN apenas para tratar da água.
Coitado do rio! Recebe também outros tipos de resíduos: até fogão, geladeira, sofá… “parece um shopping Center”, segundo o jornalista Luciano Matielo. Como em alguns pontos suas margens foram emparedadas, será difícil o processo de recuperação de suas margens.
As professoras presentes disseram que as escolas têm sementes e mão-de-obra para efetuar plantio de mata ciliar em alguns pontos do rio. Caberia ao Poder Público cuidar do pós-plantio. Para o engenheiro agrônomo Jonas Ramón, da UNOESC, “o importante não é plantar mudas e, sim, cercar. E é preciso recurso financeiro para implantar cercas”.

O representante do Ministério Público Estadual – Eder Viana – manifestou seu interesse em estimular demandas em relação à preservação ambiental. Disse ainda que, além do FRBL – Fundo para Reconstituição dos Bens Lesados -, há, na comarca, recursos oriundos das transações penais. Que envolvem delitos de menor potencial ofensivo. E podem ser destinados à área ambiental.
A representante da Academia das Águas falou sobre a importância da defesa da água, da participação da comunidade no Comitê de Bacias do Rio das Antas, e do PSA – Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais -, que brevemente será implantado em Santa Catarina.
Enfim, presenciei uma noite inesquecível. Um evento socioambiental sério, produtivo, que envolveu adultos e crianças. com certeza, sensibilizou todos os presentes, que estavam lá porque pretendem guardar nossos recursos naturais para as futuras gerações.
* – presidente da ong Academia Livre das Águas.

 
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Publicado por em junho 9, 2011 em Uncategorized

 

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