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>SOCIOLOGIA UMA CIÊNCIA EXATA?

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FuturICT transforma sociologia em ciência exata

FuturICT visa modelizar os comportamentos coletivos. Como, por exemplo, o deslocamento de uma multidão.

FuturICT visa modelizar os comportamentos coletivos. Como, por exemplo, o deslocamento de uma multidão. (Keystone)


Por Marc-André Miserez, swissinfo.ch

Este é o terceiro grande projeto sediado na Suíça que concorre a um financiamento europeu de um bilhão de euros.

Na Politécnica de Zurique (ETH), os cientistas preparam o futuro casamento da sociologia com a tecnologia da informação. O objetivo é antecipar as crises que assolam o mundo regularmente.

Dos seis projetos selecionados pela Comissão Europeia como candidatos ao título de carro-chefe (ver ao lado em “Flagship”), no início de maio em Budapeste, FuturICT é o único relacionado com as ciências humanas.  Read the rest of this entry »
 
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Publicado por em julho 7, 2011 em Uncategorized

 

>EXPLOSÕES SOLARES

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Choques solares

Estudo detalha relação entre explosões no Sol e tempestades magnéticas na Terra


Sol e Terra: bombardeio de energias

Com aquela aparência de uma imensa bola de fogo no céu, o Sol de fato está longe de ser um astro brando.  Read the rest of this entry »
 
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Publicado por em julho 7, 2011 em Uncategorized

 

>CIÊNCIAS SOCIAIS

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DIVULGADO O RANKING DAS PRINCIPAIS UNIVERSIDADES DO MUNDO

Curso de Ciências Sociais

O QS World University Rankings by Subject: Social Science, que acaba se ser divulgado no site TopUniversities (www.topuniversities.com), traz sete universidades da América Latina entre as 200 principais no mundo em ciências sociais. Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em julho 6, 2011 em Uncategorized

 

>PROIBIÇÃO SUSPENSA

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Tribunal de Justiça de São Paulo suspende lei que proibia uso de sacolas plásticas

População paulistana poderá voltar a utilizar sacolas plásticasFoto: Reprodução
Decisão do desembargador Luiz Pantaleão, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar requerida em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado, e suspendeu a eficácia da Lei Municipal 15.374/11 (São Paulo), que proibia a utilização de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais do município.

Segundo informações do TJ/SP, Pantaleão considerou presentes os requisitos para a concessão da liminar: fumus boni júris (fumaça do bom direito – indica que o pedido é razoável, com probabilidade de êxito) e o periculum in mora (perigo da demora).

Informações – Após conceder a liminar, o magistrado determinou a requisição de informações, no prazo de 30 dias, à presidência da Câmara Municipal e a Prefeitura de São Paulo. Em seguida, após as manifestações, o desembargador determinou abertura de vista à Procuradoria Geral de Justiça.

A liminar concedida ao Sindicato da Indústria de Material Plástico em face do prefeito e da Câmara Municipal de São Paulo, e a consequente suspensão da norma que proibia o uso das sacolas plásticas, tem validade até o julgamento do mérito da ADI pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Fato Notório
 
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Publicado por em julho 5, 2011 em Uncategorized

 

>GEOLOGIA – TERRAS RARAS

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Depósitos de terras raras são descobertos no Pacífico

 Autor: Fabiano Ávila   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Japão encontra recursos em quantidade suficiente para dobrar as reservas mundiais, o que deve evitar uma guerra comercial em escala global que estava ganhando força depois da decisão chinesa de reduzir a exportação dos minerais


Uma crise por recursos naturais envolvendo diversos países pode ter sido evitada devido ao anúncio da descoberta de novas reservas de terras raras em águas internacionais no Oceano Pacífico por pesquisadores japoneses no periódico Nature Geoscience.

Os depósitos estariam presentes em 78 locais que se estendem do Havaí até o Taiti com o potencial de exploração de até 100 bilhões de toneladas métricas, quase a mesma quantidade das reservas mundiais, avaliadas em 110 bilhões de toneladas métricas.


“Estimamos que apenas uma área de um quilômetro quadrado que encontramos seja capaz de sustentar 20% do consumo mundial por um ano”, afirmou Yasuhiro Kato, da Universidade de Tóquio. 

Os minerais de terras raras são essenciais para a indústria eletrônica, pois são macios, maleáveis e bons condutores. Eles estão presentes em produtos como computadores, laptops, tablets e televisões de tela plana e são considerados estratégicos para países como Japão, Coréia do Sul, China e Estados Unidos.

A nova descoberta poderá evitar uma guerra, ao menos comercial, em escala global.  Isto porque em uma ação criticada por governos de diversos países, a China, que responde por 95% da produção mundial, decidiu no dia 20 de junho aumentar suas reservas nacionais e limitar a exportação do recurso.

A alegação chinesa para a decisão foi a de regular os impactos ambientais da exploração das terras raras e garantir o fornecimento para suas próprias indústrias.

“A nova política está de acordo com as práticas aceitas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e estabelece um uso mais sustentável desse recurso”, declarou uma nota do ministério da Indústria e Tecnologia da Informação.

Assim que foi divulgada a decisão chinesa, os preços internacionais dispararam, levando a protestos oficiais do Japão e dos Estados Unidos. Segundo esses países, a China estaria utilizando seu monopólio para favorecer suas empresas.

Ainda será preciso esperar para saber se as novas reservas descobertas irão mesmo evitar que esses países adotem medidas de retaliação contra a China.

Quem está um pouco alheio a isso tudo é o Brasil, que apesar de ter um grande potencial para ser um exportador de terras raras – possui reservas estimadas em 3,5 bilhões de toneladas métricas -, não é ainda um produtor relevante.

O governo brasileiro começou recentemente a estudar a possibilidade de explorar de maneira mais eficiente esses minérios, com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, reconhecendo que a produção está muito baixa.

Em um encontro com empresários em São Paulo no fim de junho, Mercadante afirmou que o governo fará “um grande esforço para mudar essa situação”.

Segundo o ministro, a produção nacional de terras raras pode ajudar o Brasil a atrair fabricantes internacionais de tablets, telas LCD e lâmpadas de LED.

Questões Ambientais

A exploração das terras raras traz diversos impactos negativos para os ecossistemas, principalmente se for realizada sem os devidos cuidados. Para começar, as reservas costumam ser levemente radioativas, resultado da presença de tório e urânio, e podem levar a contaminação do meio ambiente e das pessoas. Além disso, durante a fase de refino, são utilizados ácidos que se não forem descartados da maneira correta causam diversos problemas para o ecossistema.

A Malásia recentemente foi palco de uma decisão histórica envolvendo uma tragédia causada pela exploração de terras raras. Depois de comprovada que a contaminação do solo ao redor da mina Bukit Merah levou a casos de leucemia e defeitos de nascença em uma cidade de 11 mil habitantes, a Mitsubishi, que explorou a mina até 1992, teve que realizar uma limpeza do local ao custo de US$ 100 milhões.

Por toda a China casos semelhantes de contaminação podem ter acontecido sem o conhecimento da comunidade internacional. Mas diversas acusações já foram feitas, como os impactos ambientais na cidade de Batou, que apresenta diversos “lagos de resíduos”, onde ácidos e materiais radioativos não parecem receber a atenção devida das autoridades.

Para extrair os recursos encontrados do fundo do Pacífico será necessário trazer o material até a superfície onde navios especialmente preparados poderão realizar a separação dos minérios utilizando ácidos. Nesse modelo, os pesquisadores japoneses acreditam que em apenas algumas horas será possível separar 90% das terras raras presentes em cada coleta do leito do oceano.

A descoberta de novas reservas de terras raras anunciada pelo Japão pode significar uma maior estabilidade no comércio internacional de minérios que são hoje fundamentais para a economia mundial. Mas é preciso ter cuidado para não significar também uma ameaça para a vida marinha, e das populações que vivem nas paradisíacas ilhas do Pacífico.

As inovações trazidas pelas novas tecnologias muitas vezes nos encantam e ao mesmo tempo mascaram a verdadeira cadeia de  exploração dos recursos naturais e passivos ambientais. Por isso, é importante trazer este assunto aos olhos da população, que então pode buscar informações sobre o ciclo de vida dos bens que consome e repensar a verdadeira necessidade deles.

 
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Publicado por em julho 4, 2011 em Uncategorized

 

>ESCLEROSE

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Déficit precoce
Neurônios motores de paciente com forma atípica de esclerose apresentam prematuramente níveis reduzidos de proteína
© DIVULGAÇÃO
Neurônio motor derivado de células de paciente com ELA do tipo 8
Em 2004 pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela FAPESP, descobriram que uma mutação no gene VAP-B, presente no cromossomo 20, causa uma forma atípica de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Batizada de ELA do tipo 8, a doença provoca a morte dos neurônios motores, tornando progressivamente rígidos e frágeis os músculos dos pacientes.


 Os doentes manifestam a ELA8 por volta da quarta década de vida e, após o aparecimento dos primeiros sintomas, sua sobrevida varia de 5 a 25 anos. Agora o mesmo grupo da USP, em colaboração com colegas brasileiros e estrangeiros de centro de estudos norte-americanos,  encontrou uma pista do mecanismo que parece estar envolvido na destruição desse tipo de neurônio.

 Os cientistas conseguiram gerar neurônios motores de pacientes com ELA8 e constataram que os níveis da proteína VAP-B, cuja produção é controlada pelo gene homônimo, se encontram mais reduzidos nesse tipo de célula.
Leia também: “Em busca de conexões”.

“É a primeira vez  que isso foi feito com essa forma hereditária de esclerose lateral amiotrófica”, diz a geneticista Mayna Zatz, coordenadora do Centro de Estados do Genoma Humano e uma das coordenadoras do trabalho, que rendeu um artigo publicado no dia 17 deste mês na edição eletrônica da revista científica Human Molecular Genetics.

 Os neurônios motores foram derivados in vitro de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC, na sigla em inglês) que, por sua vez, haviam sido geradas a partir de um tipo de célula da pele, os fibroblastos, de pacientes com a doença. 

Essa parte do trabalho foi feita no laboratório do brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), outro coordenador do estudo. O biólogo Miguel Mitne-Neto, então aluno de doutorado de Mayana, passou um ano, entre setembro de 2009 e outubro de 2010, na UCSD aprendendo a técnica e fez a reprogramação celular dos fibroblastos. 

 “ Como geramos iPSC a partir de um modelo genético de ELA, pudemos seguir o comportamento do gene relacionado à doença”, afirma Muotri. “Nossas descobertas podem agora ser testadas em outras formas de ELA”. Em 2008, um grupo da Universidade Harvard já havia gerado células iPSC e, em seguida,  neurônios motores a partir dos fibroblastos de um paciente com uma forma não herditária de ELA, cuja origem era incerta e podia se dever a um misto de fatores ambientais e genéticos. 

No estudo da Human Molecular Genetics, foram gerados neurônios motores de sete pessoas, quatro doentes e três sadias, provenientes de duas famílias de brasileiros. “Nossa ideia no experimento era imitar o que ocorre com as células nervosas dos pacientes”, diz Mitne-Neto.

 “Constatamos que, desde o estágio de pluripotência celular, a expressão da proteína VAP-B é menor nos portadores da mutação associada à ELA8 do que nos membros do grupo de controle.”  Em outras palavras, mesmos antes de se diferenciar em neurônios, as células iPSC dos doentes já apresentam níveis até 50% menores do que o normal da proteína. 

Como a doença só se manifesta clinicamente quando os portadores da mutação atingem a meia idade, os cientistas trabalham com a hipótese de que o organismo consegue funcionar a contento durante um bom tempo apesar de apresentar precocemente um déficit na produção da VAP-B. Por algum motivo ainda ignorado, depois da quarta década de vida, os neurônios motores dos pacientes começam a morrer e a falta da proteína se torna fatal.

 “A deficiência em VAP-B desde os estágios iniciais do desenvolvimento pode servir como um biomarcador da doença, possibilitando um planejamento e intervenção antes dos sintomas aparecerem” diz Muotri. Segundo os pesquisadores, a tecnologia das iPSC pode ser importante para gerar modelos in vitro desse tipo de esclerose e, assim, descobrir eventualmente alguma forma eficaz de intervir nesse processo neurodegenerativo.
 
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Publicado por em julho 4, 2011 em Uncategorized

 

>NAS PROFUNDEZAS DO GELO

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O radar que vai além das calotas polares

Espião do gelo: as antenas da EPFL foram presas em um avião Twin Otter da Air Greenland

Espião do gelo: as antenas da EPFL foram presas em um avião Twin Otter da Air Greenland (ESA)


Por Marc-André Miserez, swissinfo.ch

Antenas desenvolvidas por cientistas suíços sondaram as camadas de gelo de vários quilômetros de espessura da Antártida e as rochas que estavam em baixo dela.

A descoberta interessa geólogos e climatologistas que tentam medir os efeitos do aquecimento global nas regiões da Terra cobertas de gelo, mas também astrônomos, de olho nas calotas de gelo da Lua ou de Marte.

Acopladas a um avião, antenas de alta precisão projetadas pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) conseguem analisar com precisão inédita a composição de uma camada de gelo de quase três quilômetros de espessura, bem como a profundidade do leito rochoso subjacente.

 A criação dessas antenas de alta tecnologia faz parte de um projeto amplo denominado “Polaris” (Polarimetric Airborne Radar Ice Sounder), lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA) e executado pela Universidade Técnica da Dinamarca. Juan Mosig, responsável pelo laboratório de eletromagnetismo e acústica da EPFL, que fabricou as antenas, disse à swissinfo.ch que eles haviam inicialmente considerado testar o equipamento nas geleiras de Aletsch, o maior glaciar dos Alpes situado no cantão do Valais (sudoeste). Mas, segundo o cientista, a regulamentação suíça é um processo muito complicado e demorado para obter a autorização de fazer esses voos. Os dinamarqueses sugeriram então a Groelândia – “mas chegar até lá eram outros quinhentos”, disse. “Com as antenas [que medem 8 metros por 50 centímetros e pesam 40 kg] acopladas à fuselagem, o avião quase que ganha uma asa extra, o que complica muito o voo. Certamente, não era coisa para principiantes.” Sem mencionar as temperaturas, que podem cair abaixo de -50° Celsius, e as pistas de gelo, que causam terríveis vibrações na decolagem e na aterrissagem – em suma, condições que não são muito diferentes do lançamento de algo ao espaço. (Veja o quadro para saber como funciona o radar).


Viagem espacial
Os astrônomos também estão anciosos. Se os testes realizados no inverno na Groenlândia e nesta primavera na Antártida forem conclusivos, o próximo passo será unir as antenas a um satélite para analisar as camadas de gelo da Terra a partir do espaço.

 Eventualmente, a ESA pode ainda usar a tecnologia para estudar os diferentes tipos de gelo de Marte ou das luas de Júpiter e Saturno. Enquanto o gelo do fundo das crateras lunares é feito de água, o dos polos de Marte é uma mistura de água congelada e gelo seco, a forma sólida do dióxido de carbono. Após o sucesso da missão espacial Cassini-Huygens até Saturno e seu maior satélite, Titã, que resultou em um pouso da sonda na superfície de Titã, os cientistas querem enviar mais equipamentos até o lugar que poderia nos ensinar muito sobre a nossa própria origem – se conseguirem olhar por baixo do gelo.


Ficção científica

Voltando à Terra, não existe um mapa completo da terra localizada embaixo das calotas. Mosig diz que as imagens dos satélites são imprecisas – “e não é como se pudéssemos perfurar e retirar amostras de gelo a cada 100 metros”.

 Os inventores do radar que “olha sob o gelo” vão apresentar os resultados preliminares da expedição à Antártida durante o XI Simpósio Internacional de Ciências da Antártida, realizado em Edimburgo, na Escócia, entre os dias 10 e 16 de julho próximo. “Haverá meteorologistas, geólogos e outros cientistas, que com certeza  estarão interessados no que vamos dizer”, comentou Mosig, acrescentando que também haverá instituições científicas ou organizações internacionais que poderiam financiar a “engenhoca bonitinha” que pode ser usada para fazer mapas. “Tem também os fãs de ficção científica que estão esperando que conseguiremos descobrir a lendária cidade submersa de Atlântida – ou um rebanho de dinossauros congelados”, disse Mosig, que não esconde ter sido influenciado pela ficção científica quando jovem, “como muitos cientistas”.


Marc-André Miserez, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy
 
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Publicado por em julho 4, 2011 em Uncategorized

 

>BELO MONTE NA MIDIA INTERNACIONAL

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Hidrelétricas na Amazônia não produzirão energia limpa

Com o desmatamento começa o impacto ambiental de uma região muito vulnerável

Com o desmatamento começa o impacto ambiental de uma região muito vulnerável (Keystone)
Por Rosa Amelia Fierro, swissinfo.ch

O governo brasileiro acaba de dar luz verde à construção da terceira maior central hidrelétrica do mundo, no meio da Amazônia. Porém, o controvertido projeto Aproveitamento Hidroelétrica (AHE) Belo Monte não produzirá “energia barata e limpa” como se diz oficialmente.

Foi o que afirmou na Suíça a ambientalista brasileira Telma Monteiro.

“Ao contrario, causará impactos sociais e ambientais que jamais poderão ser mitigados ou compensados”, adverte Telma Monteiro, ambientalista  brasileira que participou da discussão A fome de crescimento do Brasil coloca em risco a sobrevivência da Amazônia e dos povos indígenas? As discussões ocorreram em Basileia, Zurique e Berna.  

 Com Belo Monte pretende-se produzir 11.233 MW de energia elétrica com as águas do rio Xingu, afluente do Amazonas. Ás águas serão represadas em dois lagos artificiais com superfície de 668 Km2, equivalente ao lago suíço de Constança.  Será a maior hidrelétrica em território nacional, já que Itaipu é binacional. Segundo o governo brasileiro, 20 mil pessoas serão reinstaladas em Altamira. “Se calculamos os danos, ignorados nos processos,  de expropriação e privatização, não será possível pagar a fatura de eletricidade”, afirma Telma Monteira, convidada a vir à Suíça pela Associação para os Povos Ameaçados (APA). A ativista explica que 50% da bacia hidrográfica do Xingu fica no estado do Pará e 50% em Mato Grosso.  “Cerca de 80% das águas serão desviadas por um canal artificial estreito para uma represa, o que significará que o curso d’água será limitado em uma distância de 100 km em Volta Grande, onde se encontra o grande arco do rio Xingu”.


Ser humano e ecossistema afetados

Trata-se de um projeto insano, insiste Monteiro. “Porque o Xingu é um rio estacional e alguns meses tem pouca água.  Enquanto o trecho de 100 km estiver seco quatro meses, outra parte estará sempre inundada”.

 Especialistas concordam que Belo Monte afetará a dinâmica do ecossistema da região, sem contar que a estacionalidade do rio impedirá a produção da energia calculada. O projeto também provoca conflitos porque algumas comunidades estão a favor e outras contra. “Esses grupos são pressionados, manipulados e instrumentalizados pelas construtoras em uma situação complexa”, lamenta a ambientalista. “Organizações brasileiras já apresentaram o problema da violação dos direitos humanos das populações indígenas à OEA, à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos e à ONU”, explica Telma Monteiro.


Mais usinas na Amazônia

De acordo com Monteiro, os projetos hidreléctricos são parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O Ministério das Minas e Energia acaba de apresentar o Plano Decenal de Energia: somente entre 2016 e 2020 serão construídas dez usinas na Amazônia, principalmente em terras indígenas e em rios importantes como Tapajós e Jamanxim, no Pará”.

 A FUNAI, Fundação Nacional do Índio, declarou que Belo Monte era uma ameaça por está em uma região vulnerável, cercada por territórios indígenas: a principal represa está a menos de 70 km, assinala Monteiro. Ela afirma que o licenciamento de Belo Monte foi repleto de irregularidades. Em 2000, quando se decidiu pela viabilidade de Belo Monte, o Ministério Público começou a atuar contra essas irregularidades. Inicialmente, Belo Monte custaria 19 bilhões de reais; depois falou-se em 25 bilhões, 30 e agora 35 bilhões, dos quais 80% será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS).


Telma Monteiro e Christoph Wiedmer, em Berna, capital suíça
Telma Monteiro e Christoph Wiedmer, em Berna, capital suíça (swissinfo)

Brasil tem problema com os índios

Na discussão em Berna, Christoph Wiedmer, diretor da seção suíça da Associação para os Povos Ameaçados ( APA) disse que a autorização de construir do governo brasileiro “é contrária à exigência expressa na Declaração de Direitos dos Povos Indígenas de consentimento livre, informado e prévio no processo decisório”.

 A APA suíça, juntamente com associações similares da Alemanha, Áustria, Itália e a Associação para os Povos Ameados na ONU lançam um apelo ao governo brasileiro para a suspensão de Belo Monte. Em carta à presidente Dilma Rousseff, as associações lembram que a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas da ONU exige que, antes do início de qualquer projeto que possa ter impacto, deve ser obtido o consentimento dos povos direta ou indiretamente afetados. “Até este momento, porém, tem feito audiências somente com alguns dos povos indígenas afetados”. Segundo a APA, embora o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis tenha encontrado apenas cinco dos 40 requisitos de compatibilidade ambiental e social necessários, o governo brasileiro aprova a construção. Além disso, “pressiona os críticos do projeto: a FUNAI negou ao representante indígena Azelene Kaingan uma permissão para assistir ao Fórum Permanente para Assuntos Indígenas, em Nova York. O consórcio Norte Energia, responsável pela construção, tentou retirar do Ministério Público Federal a queixa feita pelo procurador Felício Pontes”.  Para a APA, Belo Monte “é uma oportunidade para o Brasil provar sua capacidade de desenvolvimento com respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos”.


Projetos em outros países

Segundo Telma Monteiro, 80% da energia no Brasil provém das hidrelétricas. “Temos três reatores nucleares e o governo pretende construir mais quatro no nordeste. No entanto, está previsto apenas um aumento de 1,5% de energia eólica até 2015 e 3% até 2030”.

 A construção de usinas elétricas na Amazônia não se limita ao território brasileiro. Empresas brasileiras têm outros projetos no Peru (Inambari) que já está em processo de licitação, e na Guiana. Todos são financiados pelo BNDS e são parte do Planejamento Energético Brasileiro, “que não corresponde à demanda do mercado, apenas cria oferta. Parte da ideia de um grande crescimento, mas não melhora a tecnologia nem a economia de energia. Só na transmissão perde-se 20% da energia, quantidade que corresponderia à produção de uma usina da dimensão de Belo Monte”, afirma Monteiro. A ativista falo una Suíça que está convencida das vantagens de outras formas de produzir energia. “Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual, o vento da costa brasileira pode produzir 60% da energia que o Brasil necessita. Não nos opomos ao crescimento e ao desenvolvimento, desde que seja sustentável”, conclui. 


Rosa Amelia Fierro, swissinfo.ch
 
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Publicado por em julho 3, 2011 em Uncategorized

 

>NIVEL DO MAR – AUMENTO PREOCUPANTE

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Aumento do nível do mar é o maior em dois mil anos


por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil

Estudo indica que variações nos níveis oceânicos estão ligadas a mudanças de temperatura e que desde a revolução industrial o índice do aumento é de cerca dois milímetros ao ano, o maior registrado no intervalo de tempo analisado.
1317 Aumento do nível do mar é o maior em dois mil anosO fato de que o nível dos oceanos está subindo já não é novidade para a comunidade acadêmica. No entanto, uma nova pesquisa da Universidade da Pensilvânia sugere que esse aumento está ocorrendo mais rapidamente do que em qualquer outro período nos últimos dois mil anos.
O relatório, intitulado “Variações do nível do mar relacionadas ao clima nos últimos dois milênios” e publicado pela Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (NSF), indica que há uma relação entre as alterações nos níveis oceânicos e as variações climáticas ocorridas no período, visto que quando a temperatura estava mais baixa o nível do mar permanecia estável, enquanto que nos de aumento de temperatura, verificou-se que o nível oceânico subia.

“O aumento do nível do mar é um resultado potencialmente desastroso das mudanças climáticas, à medida que o aumento das temperaturas derrete o gelo terrestre e aquece as águas do aceano”, declarou Benjamin Horton, professor e diretor do Laboratório de Pesquisas de Nível do Mar da Universidade da Pensilvânia e um dos coautores da pesquisa.
Para comprovar que há essa ligação entre as alterações climáticas e as variações do nível dos oceanos, os pesquisadores coletaram amostras de salinas de diferentes regiões, onde existem micro fósseis de bactérias e plantas que podem ser analisados a fim de medir os níveis de salinidade, o que pode fornecer pistas sobre os níveis dos oceanos. “À medida que você vai mais e mais fundo [na profundidade das salinas], você volta no tempo”, disse Horton.
De acordo com o relatório, entre 200 AC e 1000 DC, o nível do mar manteve-se relativamente estável, e passou a aumentar no século 11, quando ocorreu um período de 400 anos de aquecimento nas temperaturas conhecido como Anomalia Climática Medieval, no qual os cientistas perceberam que o nível oceânico passou a subir cerca de 0,6 milímetros ao ano.
Após este período, entre os anos de 1400 e 1800, o planeta passou pela chamada Pequena Idade do Gelo, na qual as temperaturas estabilizaram-se novamente, só vindo a aumentar a partir do século 19, depois do começo da Revolução Industrial. Desde então, o índice do aumento oceânico é de cerca dois milímetros ao ano, o maior registrado no intervalo de tempo analisado.
Segundo Horton, “se se olha o recorde do nível do mar, a primeira aceleração é em 1000 DC. O que se pode imaginar é que as temperaturas eram mais quentes, como sabemos que elas eram durante o aquecimento medieval. Pode-se assumir que os oceanos expandiram e os mantos de gelo derreteram. Então há um período estável do nível do mar, que coincide com a Pequena Idade do Gelo – os oceanos podem ter se contraído levemente, então o nível do mar responde a isso”.
“É evidente sustentar o óbvio. As leis básicas da física dizem que se você aumenta a temperatura, o gelo derreterá. Mas o que mostramos é o quão sensível o nível do mar é às mudanças de temperatura. O período de aquecimento medieval foi uma mudança muito súbita, mas resultou em uma resposta do nível do mar. Isso indica que eles estão ligados intrinsicamente, e que é uma resposta muito sensível e instantânea”, continuou Horton.
Para Stefan Rahmstorf, um dos coautores do relatório, a descoberta confirma outros estudos que sugerem que o nível oceânico está aumentando. “Isso reforça nossas projeções… o aumento acelera por causa do princípio de que quanto mais quente fica, mais rápido o nível do mar sobe. Os dados do passado ajudaram a calibrar nosso modelo, e melhorarão as projeções do aumento do nível do mar em relação aos cenários de futuros aumentos de temperatura”.
“Cenários de um futuro aumento dependem de entender a resposta do nível do mar às mudanças climáticas. Estimativas precisas da variabilidade do nível do mar fornecem um contexto para tais projeções”, ressaltou Andrew Kemp, outro coautor da pesquisa.
Paul Cutler, diretor do programa da Divisão de Ciências da Terra da NSF exaltou a importância do estudo, alegando que “ter um quadro detalhado dos índices da mudança do nível do mar dos últimos dois milênios fornece um contexto importante para entender as mudanças atuais e as potencialmente futuras. É especialmente valioso para antecipar a evolução de sistemas costeiros nos quais mais da metade da população mundial vive agora”.
“Nos últimos mil anos, quando a temperatura mudava, o nível do mar mudava. É um grande conjunto de evidências dizer que no século 21, com a indicação de que as temperaturas estão aumentando, o nível do mar vai subir. Essa é uma grande preocupação que resulta desse estudo”, concluiu Horton.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

(CarbonoBrasil)

     
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    Publicado por em julho 3, 2011 em Uncategorized

     

    >NÃO A BELO MONTE

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    Belo Monte: “No limite da irresponsabilidade”


    por Julianna Malerba*


    Se a necessidade manifesta é de gerar energia, deve ser estabelecido um debate sobre qual o tipo de energia e quais as formas social e ambientalmente seguras de obtê-la.
    Essa foi a frase com a qual o Ministério Público Federal (MPF) caracterizou a decisão do Ibama de conceder a Licença de Instalação à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Ajuizada no dia 6, a ação do MPF pede a suspensão da licença para o início das obras em função do descumprimento das condições prévias exigidas pelo próprio Ibama para preparar a região para os impactos.

    Para conceder a licença – a despeito de seu próprio parecer técnico que constatou inúmeras irregularidades no cumprimento das condicionantes –, o Ibama criou conceitos inexistentes na lei, como condicionantes “em cumprimento” ou “parcialmente atendidas”. Foi o caso, por exemplo, das obras de saneamento nas regiões onde ficarão os canteiros da obra que deveriam estar prontas para a concessão da Licença, mas que sequer foram iniciadas. Ao invés de considerar que a condicionante não havia sido atendida, a mera apresentação de um projeto para concluí-la em março de 2012 fez com que a mesma fosse considerada como condicionante “em cumprimento”.
    1270 300x212 Belo Monte: “No limite da irresponsabilidade”Outra condicionante fundamental, como a implantação prévia de saneamento para controle da água em Altamira (PA), foi considerada como “parcialmente atendida”, uma vez que sua conclusão está prevista para 2014. Até lá, haverá contaminação e eutrofização (leia-se apodrecimento) das águas dos igarapés que banham a cidade.
    Decisões, no mínimo, irresponsáveis, como atesta o MPF, têm se tornado a tônica das ações de fiscalização e controle ambiental nos últimos anos. Desde a criação de conceitos elásticos para permitir a instalação das usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, a flexibilização das normas de licenciamento ambiental tem sido a resposta encontrada pelo governo para garantir a execução dos projetos que considera prioritários, a revelia de sua aceitação pela sociedade. E, pior, fechando os olhos para os impactos socioambientais que atingirão milhares de moradores da região, centenas dos quais necessitam diretamente dos recursos naturais dos territórios que serão modificados radicalmente com a obra.
    A ideia de que “quinze ou vinte milhões de pessoas não podem impedir o progresso de 185 milhões de brasileiros”, conforme afirmou em 2009 um dos diretores da Eletrobrás, justifica a flexibilização da normativa ambiental. Além de ganhar a aceitação social, na medida em que evoca um discurso recorrente nos meios empresariais e em alguns setores do governo de que o licenciamento prejudica o desenvolvimento do país.
    Além de alimentar uma velha percepção já popularizada de que ações de proteção ambiental impedem a geração de empregos e crescimento econômico, esta ideia implica a perigosa aceitação por parte da sociedade de que o acesso aos direitos de alguns grupos pode ser flexibilizado em detrimento do suposto benefício do conjunto da sociedade.
    O resultado tende a ser o esgarçamento dos laços que unem a sociedade brasileira e a perda das bases sociais e ambientais que garantem a manutenção dos meios de vida, trabalho e reprodução social de inúmeros cidadãos que vivem em regiões distantes dos centros de poder.
    Um processo de licenciamento sério deveria dar visibilidade à perspectiva dos grupos diretamente afetados e promover uma discussão com a sociedade focada no produto – a energia, no caso de Belo Monte – antes de reafirmar a necessidade da obra. Se a necessidade manifesta é de gerar energia, deve ser estabelecido um debate sobre qual o tipo de energia e quais as formas social e ambientalmente seguras de obtê-la, garantida a participação dos potencialmente atingidos, tanto na definição da necessidade do empreendimento quanto na concepção de alternativas técnicas.
    A entrada, em abril, da Vale, maior consumidora de energia elétrica do país, no consórcio responsável pela construção de Belo Monte, demonstra que o destino da energia gerada não será dado prioritariamente ao atendimento da demanda residencial como poderia fazer crer o argumento do diretor da Eletrobrás.
    A expansão de setores intensivos no uso de energia – como as atividades mineradoras – na Amazônia, aliada ao ainda pouco explorado potencial hidrelétrico da região têm feito com que a construção de usinas de grande porte sejam priorizadas pelo governo e executadas à revelia dos critérios e normas de proteção social e ambiental estabelecidos pelo próprio Estado.
    Sete dias após a concessão da Licença de Instalação de Belo Monte, o Ibama admitiu que está elaborando uma proposta de redução de sete unidades de conservação no vale dos rios Tapajós e Jamanxim, no Pará, uma das áreas mais preservadas e mais biodiversas da floresta amazônica, para permitir a construção de outras seis hidrelétricas.
    A fim de evitar o constrangimento de não cumprir com suas próprias exigências, como em Belo Monte, o Ibama se apressa em alterar os instrumentos de proteção que garantem o cumprimento de sua missão. A irresponsabilidade parece já não conhecer limites.
    * Julianna Malerba é mestre em Planejamento Urbano e Regional e coordenadora do Núcleo Justiça Ambiental e Direitos, da Fase. É também membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental. Publicado originalmente na Fase.
    ** Publicado originalmente no site Brasil de Fato.

    (Brasil de Fato)

     
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    Publicado por em julho 3, 2011 em Uncategorized

     
     
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