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FuturICT transforma sociologia em ciência exata
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Estudo detalha relação entre explosões no Sol e tempestades magnéticas na Terra

Sol e Terra: bombardeio de energias
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O QS World University Rankings by Subject: Social Science, que acaba se ser divulgado no site TopUniversities (www.topuniversities.com), traz sete universidades da América Latina entre as 200 principais no mundo em ciências sociais. Read the rest of this entry »
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| © DIVULGAÇÃO |
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| Neurônio motor derivado de células de paciente com ELA do tipo 8 |
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A criação dessas antenas de alta tecnologia faz parte de um projeto amplo denominado “Polaris” (Polarimetric Airborne Radar Ice Sounder), lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA) e executado pela Universidade Técnica da Dinamarca. Juan Mosig, responsável pelo laboratório de eletromagnetismo e acústica da EPFL, que fabricou as antenas, disse à swissinfo.ch que eles haviam inicialmente considerado testar o equipamento nas geleiras de Aletsch, o maior glaciar dos Alpes situado no cantão do Valais (sudoeste). Mas, segundo o cientista, a regulamentação suíça é um processo muito complicado e demorado para obter a autorização de fazer esses voos. Os dinamarqueses sugeriram então a Groelândia – “mas chegar até lá eram outros quinhentos”, disse. “Com as antenas [que medem 8 metros por 50 centímetros e pesam 40 kg] acopladas à fuselagem, o avião quase que ganha uma asa extra, o que complica muito o voo. Certamente, não era coisa para principiantes.” Sem mencionar as temperaturas, que podem cair abaixo de -50° Celsius, e as pistas de gelo, que causam terríveis vibrações na decolagem e na aterrissagem – em suma, condições que não são muito diferentes do lançamento de algo ao espaço. (Veja o quadro para saber como funciona o radar).
Eventualmente, a ESA pode ainda usar a tecnologia para estudar os diferentes tipos de gelo de Marte ou das luas de Júpiter e Saturno. Enquanto o gelo do fundo das crateras lunares é feito de água, o dos polos de Marte é uma mistura de água congelada e gelo seco, a forma sólida do dióxido de carbono. Após o sucesso da missão espacial Cassini-Huygens até Saturno e seu maior satélite, Titã, que resultou em um pouso da sonda na superfície de Titã, os cientistas querem enviar mais equipamentos até o lugar que poderia nos ensinar muito sobre a nossa própria origem – se conseguirem olhar por baixo do gelo.
Os inventores do radar que “olha sob o gelo” vão apresentar os resultados preliminares da expedição à Antártida durante o XI Simpósio Internacional de Ciências da Antártida, realizado em Edimburgo, na Escócia, entre os dias 10 e 16 de julho próximo. “Haverá meteorologistas, geólogos e outros cientistas, que com certeza estarão interessados no que vamos dizer”, comentou Mosig, acrescentando que também haverá instituições científicas ou organizações internacionais que poderiam financiar a “engenhoca bonitinha” que pode ser usada para fazer mapas. “Tem também os fãs de ficção científica que estão esperando que conseguiremos descobrir a lendária cidade submersa de Atlântida – ou um rebanho de dinossauros congelados”, disse Mosig, que não esconde ter sido influenciado pela ficção científica quando jovem, “como muitos cientistas”.
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Com Belo Monte pretende-se produzir 11.233 MW de energia elétrica com as águas do rio Xingu, afluente do Amazonas. Ás águas serão represadas em dois lagos artificiais com superfície de 668 Km2, equivalente ao lago suíço de Constança. Será a maior hidrelétrica em território nacional, já que Itaipu é binacional. Segundo o governo brasileiro, 20 mil pessoas serão reinstaladas em Altamira. “Se calculamos os danos, ignorados nos processos, de expropriação e privatização, não será possível pagar a fatura de eletricidade”, afirma Telma Monteira, convidada a vir à Suíça pela Associação para os Povos Ameaçados (APA). A ativista explica que 50% da bacia hidrográfica do Xingu fica no estado do Pará e 50% em Mato Grosso. “Cerca de 80% das águas serão desviadas por um canal artificial estreito para uma represa, o que significará que o curso d’água será limitado em uma distância de 100 km em Volta Grande, onde se encontra o grande arco do rio Xingu”.
Especialistas concordam que Belo Monte afetará a dinâmica do ecossistema da região, sem contar que a estacionalidade do rio impedirá a produção da energia calculada. O projeto também provoca conflitos porque algumas comunidades estão a favor e outras contra. “Esses grupos são pressionados, manipulados e instrumentalizados pelas construtoras em uma situação complexa”, lamenta a ambientalista. “Organizações brasileiras já apresentaram o problema da violação dos direitos humanos das populações indígenas à OEA, à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos e à ONU”, explica Telma Monteiro.
A FUNAI, Fundação Nacional do Índio, declarou que Belo Monte era uma ameaça por está em uma região vulnerável, cercada por territórios indígenas: a principal represa está a menos de 70 km, assinala Monteiro. Ela afirma que o licenciamento de Belo Monte foi repleto de irregularidades. Em 2000, quando se decidiu pela viabilidade de Belo Monte, o Ministério Público começou a atuar contra essas irregularidades. Inicialmente, Belo Monte custaria 19 bilhões de reais; depois falou-se em 25 bilhões, 30 e agora 35 bilhões, dos quais 80% será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS).

A APA suíça, juntamente com associações similares da Alemanha, Áustria, Itália e a Associação para os Povos Ameados na ONU lançam um apelo ao governo brasileiro para a suspensão de Belo Monte. Em carta à presidente Dilma Rousseff, as associações lembram que a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas da ONU exige que, antes do início de qualquer projeto que possa ter impacto, deve ser obtido o consentimento dos povos direta ou indiretamente afetados. “Até este momento, porém, tem feito audiências somente com alguns dos povos indígenas afetados”. Segundo a APA, embora o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis tenha encontrado apenas cinco dos 40 requisitos de compatibilidade ambiental e social necessários, o governo brasileiro aprova a construção. Além disso, “pressiona os críticos do projeto: a FUNAI negou ao representante indígena Azelene Kaingan uma permissão para assistir ao Fórum Permanente para Assuntos Indígenas, em Nova York. O consórcio Norte Energia, responsável pela construção, tentou retirar do Ministério Público Federal a queixa feita pelo procurador Felício Pontes”. Para a APA, Belo Monte “é uma oportunidade para o Brasil provar sua capacidade de desenvolvimento com respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos”.
A construção de usinas elétricas na Amazônia não se limita ao território brasileiro. Empresas brasileiras têm outros projetos no Peru (Inambari) que já está em processo de licitação, e na Guiana. Todos são financiados pelo BNDS e são parte do Planejamento Energético Brasileiro, “que não corresponde à demanda do mercado, apenas cria oferta. Parte da ideia de um grande crescimento, mas não melhora a tecnologia nem a economia de energia. Só na transmissão perde-se 20% da energia, quantidade que corresponderia à produção de uma usina da dimensão de Belo Monte”, afirma Monteiro. A ativista falo una Suíça que está convencida das vantagens de outras formas de produzir energia. “Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual, o vento da costa brasileira pode produzir 60% da energia que o Brasil necessita. Não nos opomos ao crescimento e ao desenvolvimento, desde que seja sustentável”, conclui.
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por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
O fato de que o nível dos oceanos está subindo já não é novidade para a comunidade acadêmica. No entanto, uma nova pesquisa da Universidade da Pensilvânia sugere que esse aumento está ocorrendo mais rapidamente do que em qualquer outro período nos últimos dois mil anos.(CarbonoBrasil)
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por Julianna Malerba*
Outra condicionante fundamental, como a implantação prévia de saneamento para controle da água em Altamira (PA), foi considerada como “parcialmente atendida”, uma vez que sua conclusão está prevista para 2014. Até lá, haverá contaminação e eutrofização (leia-se apodrecimento) das águas dos igarapés que banham a cidade.(Brasil de Fato)